sábado, 7 de fevereiro de 2015

FEIRA DE VINIL DE NATAL RESGATA A TRADIÇÃO DE DISCOS ANTIGOS

Ney Douglas/NJ

por Tallyson Moura, do Novo Jornal

Em um mundo cada vez mais digital, os discos de vinil, que pareciam ter sido mortos e enterrados pelo compact disc (CD), ressurgem com força total, enquanto o formato popularizado nos anos 1990 parece estar dando adeus, substituído pelo mp3 ou mesmo os DVDs. Em Natal, a procura pelos ‘bolachões’ tem sido tanta, que o comércio, antes escondido em sebos ou lojas de antiguidades, ganhou um evento próprio.

Todo último sábado de cada mês acontece a Feira de Vinil de Natal, no Mercado Público de Petrópolis. O evento, que já teve quatro edições, é  considerado um sucesso pelos vendedores e uma boa opção para os apaixonados por música.

A iniciativa foi pensada pelos proprietários dos sebos Cata Livros, Lisboa e Sunrise Rock Store, com o apoio da Associação dos Permissionários do Mercado de Petrópolis. Outros sebos também aderiram à feira, que, segundo o vendedor e sebista Reginaldo Hendrix, “é o evento de mais significativo já feito no mercado, tanto em número de pessoas quanto em volume de vendas”.

Os bolachões são procurados por pessoas de várias faixas etárias , mas segundo o vendedor são os jovens de até 20 anos de idade os principais clientes. “Por incrível que pareça, os jovens são os principais clientes, jovens e radicais. Eles não querem nada com o CD”, afirmou.

Ao perceber o aumento da procura pelos vinis, Hendrix, um apaixonado antigo pelos discos, mudou a distribuição de sua loja,  a Sunrise. “Hoje, eu sou 90% de vinis, 5% de CD e 5% de DVD. Agora, todos originais”. Seu acervo hoje conta com cerca de 8 mil discos em negociação, incluindo a coleção da banda que adotou como sobrenome e já foi a maior do estado.

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