sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

NILDSON DANTAS TENTA SE AFIRMAR E GARANTIR SEU ESPAÇO NA POLÍTICA CAICOENSE

Com o sonho quixoteano de ser prefeito de Caicó, o agora presidente da Câmara de Vereadores tenta xeque-mate para consolidar nome e ir para disputa de prefeito

Projeto de Nildson depende da vontade exclusiva do seu padrinho, Vivaldo Costa

O vereador e agora presidente da Câmara de Caicó, Nildson Dantas (Pros) escapou da tentativa de golpe que tentou roubar-lhe a cadeira de presidente do Poder Legislativo municipal, conquistada nas eleições antecipadas realizadas em 2014 e segue firme no seu propósito maior, usar o trampolim da cadeira de presidente e o espaço institucional deste poder para mostrar trabalho e consolidar seu nome como candidato a prefeito pelo grupo político do seu padrinho, Vivaldo Costa.  

Usando a presidência da Câmara para transitar na alta corte da política municipal e até estadual, onde procurará se afirmar como uma liderança bem articulada, Nildson tem a difícil tarefa de fazer seu nome ser aceito e bem visto não apenas no seu sistema político, que é uma mistura de interesses corporativos da família Costa e o seu grupo partidário que nos últimos anos tem padecido com a falta de lideranças fortes e sem projeto político melhor definido que convença a população de ser esse o caminho a seguir. Além de seus próprios parceiros, o vereador Nildson precisa convencer os vários segmentos organizados da sociedade, onde não tem trânsito nenhum, de que seu projeto é viável e seu nome pode ser o novo que a cidade procura há um bom tempo.

A princípio, o projeto de Nildson Dantas é bastante pessoal, o mesmo sonha em ser prefeito de Caicó e, preferencialmente com o apoio da família Costa e todo o sistema partidário onde ele orbita e é visto apenas como um satélite a mais, mas seu projeto encontra resistência de vários setores e até de correligionários. O seu líder maior, o ex-deputado Vivaldo Costa que, há 50 anos dá as cartas e escolhe quem bem entende para candidaturas de prefeito na cidade, dando sempre preferência a membros diretos da sua família, ainda não está convencido de que o melhor nome é o do seu vereador preferido, pois Vivaldo, além de ter declarado intenção de ser ele mesmo candidato, acena também para a possibilidade de um acordão com antigos “rivais” do PMDB, e uma vez isso acontecendo, vai por água abaixo, mais uma vez, qualquer possibilidade de Nildson ver o seu nome nos outdoors de uma campanha eleitoral como candidato a prefeito de Caicó, a não ser que seja como vice-prefeito do acordão, no que para as vaidades do mesmo seria uma frustração.

Insistentemente, buscando interagir em todos os espaços da política local, Nildson vem procurando contracenar com vários atores e entidades que imagina ele podem lhe dá alguma projeção e abrir portas para ampliar o seu leque de influências e mostrar serviço à sociedade e, com isso, fortalecer seu nome na hora de pleitear a cadeira de prefeito e ir para a disputa eleitoral em 2016 com possibilidades de vitória, mas isso tudo passa por barreiras que talvez o vereador não consiga transpor, que é o de convencer, primeiro, quem manda no seu sistema político de que seu nome é viável eleitoralmente.

Acostumado à velha política de cartas marcadas, vícios dos espaços partidários personalistas e cheios de conflitos de interesses Nildson preserva uma imagem de desconfiança em ambientes onde ele nunca buscou aproximação e apela para retórica do moço bem intencionado, mas sem nenhum projeto definido que o credencie para além dos objetivos que seu sistema representa; situação esta que o distancia do grande debate a cerca dos problemas do município e as devidas, sinceras e legítimas preocupações quanto às soluções para o futuro.

Formado politicamente sob um poder de mando centralizador, Nildson não está acostumado a socializar holofotes nem abrir mão dos interesses privados que o envolve nos espaços em que transita; isso tudo o coloca no foco de uma competição predadora por espaço e poder dentro do seu grupo político que o desgasta antes mesmo de a disputa eleitoral começar e, talvez, somente a presidência da Câmara, em meio a um poder legislativo altamente conservador e de pouca produtividade não lhe der forças suficientes para se afirmar como a liderança que ele precisa demonstrar ser para um dia vir a consolidar seu nome a prefeito de Caicó, a não ser que seja pelos métodos tradicionais que o manteve vivo na política até aqui.

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