segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ELEIÇÕES DE 2016 EM CAICO DEVERÁ SER A MAIS DISPUTADA DAS ÚLTIMAS DÉCADAS

Com projetos distintos, num momento de definições para o futuro político e do desenvolvimento social da cidade, eleições será divisor histórico para a implementação das mudanças desejadas
por professor Antônio Neves

Pelo ao menos três palanques serão montados nas eleições de 2016 em Caicó para a disputa pela cadeira de prefeito do município. Entre as forças partidárias e sociais, e os projetos em disputas, o confronto do debate será entre que modelo de cidade e sociedade o povo caicoense vai escolher num momento em que o discurso pela verdadeira mudança começa e se incorporar nas compreensões políticas de uma sociedade que se acostumou com as práticas mais atrasadas que condicionou o eleitorado a votar nas mesmas figuras que se revezam no poder municipal por mais de 40 anos. Pouco a pouco o sentimento é de rompimento com esta velha forma de pensa e fazer política e, mudança é o nome que fará coro contra acordões ou outros discursos alienados que estarão na disputa das eleições.

Na última eleição presidencial de 2014 este sentimento de mudança ganhou força e se incorporou na vontade política direta do cidadão, eleitor ou não, com reflexo prático direto no resultado das urnas, tanto em nível nacional como na maioria dos estados, com destaque para o Rio Grande do Norte e Maranhão.

 Analisando o quadro em disputa que se estende para as previsões das eleições municipais, o que fica nítido é que a população caicoense deseja trazer essas mudanças também pra mais perto do seu cotidiano, construindo uma visão crítica e de contestação sobre o comportamento da classe política tradicional que têm governado e dado às cartas na política local sem, objetivamente ter apresentado nada de novo que promova a tão sonhada qualidade de vida para as pessoas em todas as fases do desenvolvimento humano e social coletivos.

Em Caicó os palanques para a disputa do cargo de prefeito necessariamente não assumirá aquele perfil nacional de uma disputa ideológica entre esquerda e direita, mesmo considerando que as intenções dos ideais partidários devem ficar bastante claras para que ninguém se engane. De forma prática e objetiva o cenário deverá se dividir entre as forças conservadoras, mantenedoras do pensamento político de perpetuação no poder, representadas entre os governantes atuais e seus mandatários, expoentes das bandeiras da extrema direita secular “verde e vermelha”, paralelo ao grupo da direita disfarçada de nova política, que também terá seu palanque montado sobre a ilusória retórica da mudança protagonizada por sorrisos amarelos.

Estes dois primeiros palanques em nada se diferenciam, por estarem erguidos sobre a mesma matriz ideológica antissocial, personalista e autoritária, e para fazer contrapondo a mesmice que eles representam um grupo que estará fortalecido para a disputa será o da esquerda partidária, somada com a esquerda social e sindical juntamente com as camadas populares e estudantis que apresentarão um nome forte e competitivo, com atuação nos variados espaços de discussão política e abrangente formação na área administrativa construída pelo seu ativismo no campo social. Este grupo vem se consolidando pela expectativa de um sentimento de mudança que passa por um redirecionamento na forma de dialogar com todos os segmentos da sociedade, sem fetiches, discursos ensaiados, promessas milagrosas nem marketing de laboratório, para apresentar alternativas aos desgastados comportamentos e atitudes até então questionáveis, onde a forma de governar esteja diretamente ligada às relações do para quê e com quem essas mudanças devam ser protagonizadas.

Nesse ensejo, o diferencial para 2016 estará exatamente no perfil que cada palanque terá de assumir na forma de dialogar com o eleitorado. Se até então a extrema direita das desbotadas bandeiras ”verde e vermelha” não deram respostas a contento das necessidades básicas da população; se o novo da “nova política” muito cedo demonstrou que não passa de um ensaio voluntarioso surgido das práticas vazias do pensar e fazer a política pretendida; o povo organizado nos seus segmentos de lutas sociais do campo e da cidade, em partidos de reconhecimento histórico pelo compromisso com as causas da população e dos trabalhadores deverá dar o tom do grande e decisivo debate que será as eleições em Caicó.

Ganhará quem conseguir imprimi, corajosamente, sem disfarces ou maquiagens, a verdade como pressuposto para a vitória do povo.

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