sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A ALERGIA

Ela é uma reação exagerada do sistema imunológico, as famosas “células de defesa”, em relação à alguma proteína de um alimento.

Mais comum de se desenvolver na infância, as alergias acometem de 6% a 8% das crianças com menos de 3 anos de idade e 2% a 3% dos adultos, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Alguns sinais já costumam surgir no início da vida e os principais sintomas vão desde inchaço, diarreia, tosse, falta de ar, até os mais graves, como o choque anafilático, que pode ser fatal se não for tratado com urgência.

Os principais “inimigos” que o corpo reconhece são o leite, a soja, o trigo, ovos, peixe, frutos do mar, amendoins e nozes, sendo a alergia à proteína do leite a campeã. Nos casos mais sérios, o leite pode ser tão ameaçador que até seu cheiro pode desencadear uma reação alérgica grave. Foi o caso de Giovani, 4 anos, filho de Rubiane Marques. “Quando ele tinha 2 anos, nós estávamos passeando pelo shopping e passamos em frente a uma pizzaria na praça de alimentação. Vi que o rosto dele começou a inchar e tive certeza de que tinha sido do cheiro do queijo. Na hora eu dei um corticoide e melhorou, mas em seguida ele vomitou e desmaiou”, conta Rubiane.

Quando surge uma suspeita, a primeira coisa a fazer é excluir o alimento em dúvida e observar se há melhora. “A retirada tem que ser de um alimento de cada vez, pois se retirarmos vários ao mesmo tempo e o paciente melhorar não saberemos qual estaria causando a alergia”, explica a nutricionista especialista em Nutrição Clínica pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e mestre em Nutrição pela Universidade de Surrey, na Inglaterra, Sonja Salles, mãe de Derek. Além da exclusão do alimento, os pais devem procurar um médico especialista, pois o diagnóstico depende também de um histórico clínico detalhado associado a dados de exames físicos, que podem ser complementados por testes alérgicos. “Uma história bem completa, provas sanguíneas, testes cutâneos e provas de exclusão e provocação garante um diagnóstico completo”, explica o presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Fábio Morato Castro, pai de Pedro, Paula e Isabela.

Nenhum comentário:

Postar um comentário