terça-feira, 30 de dezembro de 2014

PREFEITO ROBERTO GERMANO TERMINA 2014 SEM TER O QUE MOSTRAR A POPULAÇÃO

Em entrevista coletiva às emissoras de rádio prefeito minimiza paralisia de sua administração

Ao prestar contas de mais um ano de sua administração o prefeito de Caicó Roberto Germano (PMDB) procurou terras nos pés para justificar a inércia do seu governo nos primeiros dois anos de gestão. Ao dar entrevista coletiva às emissoras de rádio da cidade no último dia 29, o prefeito não apresentou nada de novo que justifique uma plataforma de governo avançada que tenha promovido alguma mudança real no crítico estado de paralisia que o município se encontra.

Buscando se justificar em ações pragmáticas como pagar os salários dos servidores em dia, promover eventos esportivos de baixa expressão, medidas paliativas no sistema de saúde pública e ações pontuais obrigatórias como o pagamento do piso salarial do magistério municipal, Roberto assume o que a cidade toda já sabe - seu governo está longe de ter alcançado um nível de gestão avançada para desenvolver o município à altura das demandas hoje exigidas pela população nas áreas econômica, social e estrutural - a cidade no conjunto total de suas necessidades está em franco processo de estagnação.

Além do fiasco que tem sido seu governo até agora, Roberto vive o dilema de ter que administrar conflitos de interesses políticos pessoais da sua base aliada na Câmara de Vereadores e no seu partido (PMDB) que nos bastidores demonstram grande insatisfação com a forma como o mesmo vem conduzindo o governo que a cada dia se torna mais impopular e alvo de críticas da população, colocando em risco sua reeleição em 2016.

Para 2015 espera-se uma mudança de rumos na administração, inclusive com uma prometida reforma no secretariado municipal que vem deixando muito a desejar, mas que até agora há sinais de que poderá não acontecer, exatamente porque tal reforma é conflitante com os interesses de seus aliados mais próximos, ou seja, tudo deverá ficar como estar.

Em linhas gerais, o governo de Roberto Germano tem sido uma repetição piorada do seu primeiro mandato (2000/2004). A história se repete. O mesmo não tem autonomia de governar por se encontrar acuado por ingerências de aliados de alto coturno que chefiam o diretório municipal do PMDB e ainda tem que lidar com parte do seu secretariado de baixa competência, que não tem dado respostas convincentes a população e segmentos sociais.

Diante este quadro, pior do que está é possível que possa ficar!

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