segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

DE TRABALHADORA ARRASTADA A PRESIDENTA XINGADA, 2014 EXPÔS CONDIÇÃO DA MULHER


Destaque foto grande | Nacional-Reprodução

Cenas de violência e intolerância se multiplicaram e tiveram as mulheres como alvas. Para socióloga, comportamento violento masculino encontra respaldo institucional no Congresso e é legitimado pela mídia

O fortalecimento dos setores mais conservadores foi um dos temas mais debatidos por organizações populares e analistas políticos neste ano. As cenas de violência e intolerância se multiplicaram e tiveram como alvo os mesmos grupos oprimidos historicamente, entre eles as mulheres.

No início do ano os movimentos feministas se revoltaram com uma pesquisa inusitada. Cerca de 26% dos entrevistados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) concordam que mulheres com roupas “que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Essa banalização incentiva desde os casos de assédio sexual no transporte público até os estupros na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), uma das mais tradicionais do país.

Em entrevista à Radioagência BdF, a pesquisadora Flávia Rios analisa as relações de gênero e o que houve de mais marcante em 2014. Doutora em sociologia pela USP, ela explica que a violência contra a mulher ultrapassa as barreiras de classe. Da trabalhadora arrastada por uma viatura da Polícia Militar a presidenta xingada durante a abertura da Copa do Mundo, nenhuma mulher foi poupada.

Veja entrevista abaixo
Por Daniele Silveira,
Da Radioagência BdF

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