terça-feira, 4 de novembro de 2014

O BRASIL E A ELITE DE JALECO BRANCO

Por Professor Antônio Neves

Por que os médicos brasileiros que trabalham pelo SUS se negam a prática da medicina nos mais distantes municípios pobres do país ou nas periferias das grandes cidades?

Exatamente porque nesses lugares, a pobreza, a exclusão social, a desinformação e a miséria ainda é motivo que alimenta o indisfarçável preconceito que se esconde atrás dos falsos argumentos de uma classe médica que enxerga a medicina como negócio e o cidadão como mercadoria e, pobre não tem dinheiro pra pagar consulta cara e quem mora nas periferias não conhece os caminhos das clínicas médicas acondicionadas da zona sul, com seus “doutores”, todos brancos, fazendo consultas pagas com cartão de crédito sem limites. Pobre é povo e, historicamente, a elite dominante brasileira sempre odiou o povo.

Parece, porém, que no Brasil, a classe médica tradicional optou por dois caminhos que se cruzam na arrogância dos que neles passeiam. 1- Os médicos brasileiros não aceitaram participar do programa Mais Médico do governo federal, pelos motivos pouco convincentes já argumentados e não aceitam que nenhum outro profissional da medicina assim o faça. 2- Os médicos brasileiros, dos quais muitos se acham o próprio deus encarnado, ao não aceitarem e tentarem barrar de todas as formas a participação de médicos estrangeiros/cubanos nos projetos sociais do governo, decretam assim, a seu julgo e sentença, que os pobres e desassistidos do país adentro devem morrer por falta de assistência médica e de um sistema de saúde pública eficiente.

Observo que o preconceito contra os profissionais cubanos se reflete exatamente no medo de que, ao entrarem em contato com os médicos cubanos, o povo pobre, carente e desassistido, logo perceberão a diferença que existe entre os médicos de Cuba e os do Brasil, e assim verão que, os brasileiros se acham deuses, intocáveis e acima da plebe, e os cubanos são apenas humanos, por isso se importam com gente.

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