sábado, 4 de outubro de 2014

REELEIÇÃO DE DILMA, O CAMINHO PARA MAIS MUDANÇAS


Pela sétima vez desde 1989, quando a nação voltou a eleger diretamente o presidente da República após 21 anos de ditadura militar, o povo brasileiro vai às urnas neste domingo, 5 de outubro, para decidir quem será o próximo chefe de Estado e de governo. Uma prática que, malgrado todas as limitações do sistema político-eleitoral, consolida a democracia no país

Segundo todas as sondagens de opinião pública, a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, lidera a disputa, com 16 pontos de vantagem sobre Marina Silva e 21 sobre Aécio Neves. Todas as projeções para o segundo turno apontam a sua reeleição como a tendência principal. Num cenário em que têm ocorrido bruscas mudanças, não se pode prever qual dos dois candidatos oposicionistas passará ao segundo turno. Marina Silva, que na segunda quinzena de agosto chegou a disputar palmo a palmo o primeiro lugar, revelou todas as suas fragilidades e na véspera da eleição encontra-se em empate técnico com o candidato do PSDB, Aécio Neves. Não está descartada também a hipótese da vitória de Dilma já no primeiro turno.

Ao longo de toda a campanha eleitoral, temos ressaltado que na disputa entre essas três candidaturas principais pelo Palácio do Planalto está explícita a luta entre dois caminhos.

De um lado, alinham-se as forças de esquerda, entre estas os comunistas, progressistas e o centro democrático, em torno da candidatura da presidenta Dilma Rousseff. É uma ampla coalizão política que expressa as forças emergentes da sociedade brasileira, em luta pela transformação do Brasil numa forte nação democrática, progressista e socialmente justa. Trata-se de complexo processo de transformações que requer liderança, unidade e mobilização do povo, uma acumulação prolongada de forças, do que fazem parte as conquistas alcançadas nos últimos 12 anos, desde a primeira vitória de Lula em 2002.

À frente da nação, Dilma Rousseff mostrou-se à altura dos desafios. Pôs em marcha um audacioso programa de governo, aprofundando as mudanças iniciadas por seu antecessor. São inegáveis as conquistas sociais, que pouco a pouco vão transformando a realidade do país. Ter dado passos seguros para erradicar a pobreza extrema, oferecer soluções adequadas na etapa que atravessamos para problemas exigentes como a habitação, a saúde, a educação, a mobilidade urbana, a desigualdade, entre outros graves problemas sociais, é uma conquista de dimensões históricas. As realizações do governo democrático-popular credenciam a mandatária a postular sua continuidade para mais um período na liderança do país.

Considere-se ainda a capacidade que tem demonstrado a presidenta no enfrentamento de uma conjuntura internacional turbulenta e instável, de duração prolongada e desfecho imprevisível, marcada por crise econômica e financeira, por lancinantes conflitos e graves ameaças aos direitos dos povos e à soberania nacional. Nesse quadro, o Brasil tem sido capaz de pôr em prática uma política externa cujos eixos são o desenvolvimento nacional soberano, a integração solidária e fraternal entre povos e nações, o empenho por uma ordem internacional multipolar e pela paz mundial.

Tais avanços só puderam ocorrer e só poderão continuar com a mobilização das energias nacionais e a força do povo, sob firme liderança democrática e patriótica, experiente, lúcida e plena de energia – de “mãos livres, mãos limpas, mãos firmes”, como nos versos da canção.

Não será com a volta ao passado neoliberal e conservador, representado tanto por Aécio como por Marina, cada qual com seus atributos, que o Brasil enfrentará os exigentes desafios.

Aécio, com sua pobreza de espírito, superficialidade, reacionarismo e velhas ideias que ele e seu partido não foram capazes de sequer apresentar de forma nova, não tem uma só credencial para liderar a nação. Repetiu na campanha o velho e bisonho cantochão de uma força política superada, porque antinacional e antipopular, depositária da herança maldita de um dos governos mais corruptos e entreguistas de toda a história republicana brasileira, do qual ele próprio foi um dos principais líderes. Que com sua derrota seja definitivamente sepultada a nefasta era dos tucanos na vida política brasileira.

Por sua vez, Marina Silva revelou as contradições, fragilidades e inutilidade não apenas da sua triste figura de liderança política que muda de lado, mas da opção feita pelo partido que lhe cedeu a legenda, o PSB, de constituir, a partir do ano passado, uma força política, mal chamada de “terceira via”, mas na essência conservadora e antiprogressista que, sob o manto da “nova política”, tentou soerguer-se como a nova direita. Bafejada pela comoção de uma tragédia, pela mídia conservadora em seu afã de instrumentalizar a todo custo uma alternativa à aliança progressista, pelo capital financeiro, demais frações reacionárias das classes dominantes e por círculos imperialistas, sua candidatura teve cinco minutos de glória.

Chega ao final da campanha revelando seu verdadeiro caráter pelas palavras de um dos seus coordenadores, um ex-tucano, visceral sionista e anticomunista, para o qual o Brasil corre “risco democrático” se a presidenta Dilma for reeleita, pois no seu modo particular de ver a política, Dilma seria “autoritária” e poderá fazer um "segundo mandato bolivariano". Na verdade, o porta-voz da candidatura de Marina repete o que ela dissera ao ingressar nas fileiras do PSB, em outubro do ano passado, na presença de toda a cúpula do partido, quando declarou que sua luta era para acabar com "o chavismo do PT".

Em contraste com as duas candidaturas neoliberais e conservadoras, a reeleição de Dilma Rousseff é o caminho não apenas de continuidade do ciclo político iniciado em 2002, mas o passo necessário para ampliar e aprofundar as mudanças, com a realização de reformas estruturais democráticas e progressistas.

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