terça-feira, 28 de outubro de 2014

O INFERNO ASTRAL DE JOSÉ AGRIPINO E DO DEM

Agripino Maia foi o coordenador nacional da campanha a presidente de Aécio/PSDB

por Professor Antônio Neves

Ouvir numa certa emissora de rádio em Caicó durante a apuração dos votos do segundo turno no domingo 26 a seguinte pérola de análise antecipada do cenário político pós-eleições.

“(...) o senador José Agripino/DEM é o político mais poderoso do estado a partir deste momento...”.

Para fazer uma afirmação desta o deslumbrado radialista estava somente blefando, imaginando que estaria agradando a uma possível eminência de ascensão do citado senador considerando a possibilidade do seu candidato a presidente Aécio/PSDB ser eleito (isso porque até aquele momento não havia sido publicado o resultado do TSE para presidente da República) e o empolgado radialista imaginava que fazendo alguns afagos ao senador que poderia vir a ser ministro de Estado seria (imaginava) uma possibilidade de tirar algum proveito do novo cenário político que se formaria em torno do poder e garantir alguns privilégios.

Agora imagine vocês; fazer uma afirmação desta natureza envolvendo José Agripino e elevá-lo a condição de político mais poderoso do estado é a mesma coisa que afirmar que o Saci Pererê existe. Ora, a situação de José Agripino Maia chega a ser tão constrangedora que o mesmo vai demorar em se recuperar da queda que os resultados destas eleições e dos seus atos políticos lhe proporcionarão.

Os últimos caminhos traçados pelo senador não lhe dá muita credibilidade tão pouco o credencia a ser o homem mais poderoso do estado, o mesmo, no auge da sua empáfia traiu Rosalba (atual governadora) ao negar-lhe o direito de concorrer à reeleição, fez parte da coligação de Henrique Alves/PMDB, candidato derrotado do acordão ao governo; o seu candidato a presidente teve uma das menores votações no Rio Grande do Norte entre os demais estados do Nordeste e o seu partido, o DEM, do qual o mesmo é presidente nacional está à beira da desintegração por falta de espaço e liderança, pois o partido não elegeu nenhum governador e perdeu cadeiras na Câmara e no Senado.

Imagino que quando um radialista que se diz experiente e transita no meio político com a desenvoltura de um playboy, faz uma análise desta natureza sem a mínima conexão com o cenário político em disputa, deve também acreditar no poder de liderança da Mula-Sem-Cabeça, nas articulações natalinas de Papai Noel e na força do grupo político dos Anões da Branca de Neve, porque a realidade de José Agripino é bem pior do que se imagina e seu inferno astral na política ainda nem começou. 2018 o aguarda!

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