segunda-feira, 27 de outubro de 2014

ESQUERDA E MOVIMENTOS SOCIAIS DESCARTAM FRANCIELLE LOPES PARA 2016

A campanha de 2014 mal terminou, mas os olhares pós-urnas já apontam para 2016 e, nesse cenário, derrotados e vencidos seguem em busca de seus espaços

Igualmente a Roberto Germano(PMDB) Francielle apoiou e pediu votos para Aécio/PSDB e depois para Dilma/PT

Em Caicó, a direita tradicional e algumas expressões da natimorta nova política sofreram fragorosas derrotas ao apoiarem o candidato da direita a presidente da República e o candidato do acordão ao governo do estado, derrotas estas que representam a fragilidade do conjunto de forças que endossaram um pensamento conservador e de uma elite presunçosa desgastada pela velha fórmula de fazer política.

Para a esquerda local, expressivamente representada pelo PCdoB, PT, movimentos sociais e sindicais articulados, o rumo a ser tomado para os próximos embates até 2016 passa diretamente por nomes de seus próprios conjuntos de quadros e agentes políticos dos movimentos sociais e sindicais, atendendo anseios da ordem política que rechaça sobre qualquer hipótese a prática dos acordões e negociatas ou alianças eleitorais que ferem os princípios programáticos e ideológicos dos partidos, e não encontram mais aceitação política entre a militância e população.

Nesta lógica, o nome da ex-candidata a deputada estadual pelo PPS, Francielle Lopes está descartado por este conjunto de forças da esquerda local para uma pretensa candidatura a prefeita em 2016. A conduta ambígua, oportunista, personalista e à direita assumida pela “doutora” só serviram para isola-la dos espaços e grupos políticos que em 2012 afiançaram politicamente seu nome à prefeitura de Caicó.

Ao longo da campanha que se encerrou, Francielle Lopes e seu grupo deixaram explícito que tipo de projeto político e de sociedade defende, quando, por livre escolha, endossou a candidatura do playboy Aécio/PSDB a presidente, mostrando com isso a distância entre o que a esquerda local defende e como seu grupo político enxerga os horizontes das futuras relações políticas na cidade. Ao final do segundo turno Francielle estava oportunistamente nas ruas pedindo votos para Dilma/PT, o que, além de mais uma contradição da sua personalidade política foi também uma tentativa de sair do isolamento e buscar agradar setores que viram seu apoio a Aécio como uma péssima escolha.

Ao avaliar a conduta política da ex-candidata da falida nova política e como a mesma se comporta diante de um eleitorado que tem lado bem definido, a esquerda local e seus movimentos organizados compreendem que o perfil político de Francielle não se coaduna com o projeto político em disputa que a esquerda caicoense tem para o município, muito menos seu alinhamento ideológico à direita. Seu discurso personalista e de puro marketing, cada vez mais a distancia, e muito, de um comportamento partidário coerente com o que o momento político exige daqueles que se propõem a renovarem as relações de poder em Caicó sem se comprometerem com as velhas tradições da política local, que o povo claramente disse, nas urnas e nas ruas, que está na hora de mudar também, mas não será o discurso vazio da nova política que vai promover estas mudanças.

Sobre estas compreensões, diante as primeiras leituras do momento político pós-eleições em 2014, Francielle está fora dos planos da esquerda e dos movimentos populares para 2016.

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