quarta-feira, 15 de outubro de 2014

DILMA EM ASCENSÃO, MILITÂNCIA E ALIADOS UNIDOS E MOBILIZADOS

O debate realizado pela Rede Bandeirantes na última terça-feira (14) mostrou que Dilma Rousseff está em plena ascensão, revelando-se, como em toda a campanha, serena, firme, segura e confiante. O seu desempenho perante um adversário arrogante, despreparado e cínico mostrou suas qualidades de líder política e gestora capaz.

O desempenho da candidata à reeleição refuta as análises precipitadas e defensivas sobre o cenário do segundo turno, que atribuíam vantagens ao candidato da direita.

Na atual etapa, a campanha eleitoral é, sem dúvidas, marcada por uma brutal ofensiva das forças conservadoras, dispostas a recorrer a tudo, mesmo aos mais baixos expedientes, para derrotar a mandatária e retornar ao poder. Na campanha da direita, explicitam-se os valores mais reacionários, uma mensagem de elitização do poder político, de políticas econômicas funcionais aos interesses do capital financeiro, de regressão social e submissão dos interesses nacionais às potências imperialistas.

Faz parte dessa ofensiva a tentativa de golpe, mesclando-se aí as ações da mídia, de setores da Polícia Federal e do aparato judiciário, que manipulam abusivamente peças de um processo que, correndo em segredo de justiça, são vedadas aos poderes republicanos, mas franqueadas a veículos de comunicação venais.

Igualmente, durante a primeira semana da campanha do segundo turno, o candidato da direita buscou apresentar-se como uma força política capaz de aglutinar apoios. As “adesões” de Marina Silva, plenamente conotada como uma liderança política antiprogressista, e de um PSB transformado em linha auxiliar da direita, em instrumento fisiológico a serviço de novas oligarquias regionais, não são exatamente uma novidade, mas o corolário natural das opções políticas dessas forças e de sua conduta ao longo da campanha no primeiro turno. Contudo, a mídia a serviço de Aécio Neves apresenta essas resultantes de negociatas políticas de modo exaustivo e nauseante, como se representassem a formação de uma grande e nova força política. Na verdade, trata-se da nova configuração da centro-direita no país.

Mas a ofensiva da direita não significa que esta esteja necessariamente em vantagem e que vá ganhar a eleição no dia 26. Estaria em superioridade se a presidenta Dilma entrasse em defensiva política. Não foi o que aconteceu no debate, não é o que está acontecendo no conjunto da campanha, não é este o sentimento que contagia a militância das forças democráticas e patrióticas sob a liderança da candidata à reeleição.

Dilma demonstrou mais uma vez que é a única candidata que apresenta propostas concretas para o país continuar avançando.

Dilma destacou com propriedade que há dois projetos com visões distintas do Brasil. O que está em vigor é o da distribuição de renda e inclusão social, progresso e defesa da soberania nacional. Explicitou que sua perspectiva é a “promoção de novo ciclo de desenvolvimento e a geração de igualdade de oportunidades para toda a população brasileira”. Baseia-se num rico balanço de conquistas em que sobressai a façanha de distribuir renda e tirar da pobreza 36 milhões de pessoas, de criar um grande mercado de consumo de massa, de lançar as bases para um novo ciclo de desenvolvimento.

Em posição diametralmente oposta, o candidato conservador e neoliberal revela seu divórcio dos sentimentos e anseios do povo e afronta a nação. Sua mensagem restringe-se a alguns desgastados mantras. “Derrotar o governo do PT”, corresponder às exigências do “mercado”, “controlar a inflação”, “cortar o gasto público”, “combater a corrupção”. Palavras ao vento, em se tratando de um candidato que esteve na cúpula de um governo antidemocrático, subordinado aos interesses do capital financeiro e monopólios internacionais e conivente com a corrupção.

Com argumentos irrefutáveis, Dilma põe relevo no caráter progressista e unitário da coalizão que lidera, constituindo-se como o governo progressista não só de um partido, mas das forças patrióticas e democráticas, a serviço dos interesses do povo brasileiro; no controle da inflação sem cortar salários nem provocar desemprego; nas virtudes das políticas públicas e sociais inauguradas a partir do governo Lula e aperfeiçoadas no seu governo, e no combate sem tréguas à corrupção, provando que o governo não só denuncia, como investiga e propõe a punição exemplar.

Em boa hora, a campanha da presidenta Dilma à reeleição está em ascensão, o que infunde ânimo renovado à militância e aos aliados, que sem qualquer tibieza, defensivismo ou vacilação vão se pronunciar com toda a clareza e atuar maciça e compactamente nos dias que restam para construir e alcançar a quarta vitória do povo brasileiro.


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