quarta-feira, 3 de setembro de 2014

SEU FILHO ESTÁ SEGURO EM CASA?

A internet é uma fonte de informação grandiosa e, por isso, dispõe de conteúdos dos mais variados, bons ou ruins, educativos ou prejudiciais. Uma ferramenta que pode ser utilizada para brincar, realizar pesquisas e trabalhos escolares também pode ser usada para a prática de crimes virtuais, cyberbullying e outros danos.

Crianças e adolescentes estão tendo acesso cada vez mais cedo à internet e aos dispositivos que permitem a navegação. Saiba que esse é um terreno perigoso para ser percorrido sem a vigilância dos pais e responsáveis.

Os riscos são muitos. Os internautas estão expostos a conteúdos impróprios, como pornografia, racismo, violência, e podem estabelecer diálogos ou algum tipo de contato com pessoas com más intenções, que usam a rede para se aproximar com o objetivo de praticar algum tipo de violência ou abuso, seja verbal, seja sexual. O que fazer para evitar que os filhos corram riscos nesse cenário virtual?

Muitos pais orientam os filhos a não falarem com estranhos nem aceitar presentes de pessoas desconhecidas. Na internet, muitos estranhos estão em salas de bate-papos, em redes sociais ou em comunidades virtuais. Os sites de relacionamento estão entre os maiores vilões da rede mundial de computadores e é fácil entender o motivo.

Para se cadastrar em uma rede social, por exemplo, não é preciso comprovar idade. Por isso, muitas crianças conseguem criar perfis com idades e dados adulterados. No Brasil, 79% das crianças e adolescentes que têm acesso à internet, com idades entre 9 e 17 anos, possuem perfil próprio em redes sociais, segundo o estudo TIC Kids Online Brasil 2013, realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC.br).

O dado chama atenção para a facilidade do acesso a esses sites, onde o diálogo e a conexão com pessoas diversas, conhecidas ou não, podem colocar a vida em risco. Perfis falsos são criados, muitas vezes, para enganar pessoas ou aplicar golpes. Os criminosos criam vínculos com a vítima para conseguir dados e informações pessoais. Essa é uma isca para fisgar os mais ingênuos ou desavisados.

CUIDADOS QUE PAIS E MÃES PRECISAM TER

Limite o tempo de utilização da internet pelas crianças e adolescentes.
Saiba quais sites eles acessam e que comunidades virtuais integram.
Peça para ler o que eles divulgam em seus blogs, comunidades e salas de bate-papo.
Instrua-os a não divulgar dados pessoais, como nome, endereço, telefone, fotografias, escola e endereço eletrônico (e-mail), em locais públicos da internet.
Mantenha o computador numa área comum da casa e com a tela visível.
Caso encontre algum material violento ou ofensivo durante a navegação, explique aos seus filhos o que pretende fazer sobre o fato.
Coloque-se sempre à disposição para ajudar caso eles se sintam em perigo, mesmo se não dominar a tecnologia.
Opte por programas que filtram e bloqueiam sites. Pesquise para encontrar um que se ajuste às regras previamente estabelecidas e acordadas com seus filhos.
Se surgirem dúvidas, verifique. Não ignore nenhuma sensação de insegurança. Prevenir nunca é demais.
Os programas ajudam, mas nunca podem substituir o acompanhamento dos pais. Diálogo e confiança ainda são as melhores tecnologias de segurança.

Fonte: Cartilha Navegar com Segurança – Childhood Brasil

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