sábado, 13 de setembro de 2014

PETROLEIROS E MOVIMENTOS SOCIAIS DE ESQUERDA ORGANIZAM ATO EM DEFESA DA EXPLORAÇÃO DO PRÉ-SAL


Segundo a FUP, o objetivo do ato é "alertar a sociedade para os riscos que sofre o projeto de desenvolvimento em curso em função dos ataques contra o pré-sal e a Petrobras”

Por Marcela Belchior
Da Adital

Petroleiros e setores dos movimentos sociais de esquerda, como centrais sindicais e estudantis, organizam ato público para este domingo, 15 de setembro, no município do Rio de Janeiro, segundo eles, "em defesa do pré-sal, da Petrobras e do Brasil”. A manifestação ocorrerá na região da Cinelândia, Centro da cidade, e deve contar com a presença do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, membro do Partido dos Trabalhadores (PT) e ex-sindicalista.

Encabeçada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), a mobilização chega em um momento de grande visibilização da Petrobras, empresa estatal de exploração de petróleo, gás natural e seus derivados. Seu mais recente projeto, a exploração de pré-sal, tem gerado intenso debate sobre as repercussões ambientais, a divisão de royalties entre os estados do país e a União, além da expectativa de geração de riquezas ao Brasil de maneira autônoma.

Os mais recentes confrontos em torno da questão têm aparecido no debate eleitoral entre as candidatas à Presidência da República Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição, e Marina Silva (Partido Socialista Brasileiro - PSB), que tenta o posto de mandatária do país pela segunda vez. A área de reservas petrolíferas que se estende ao longo de 800 quilômetros do território brasileiro, explorada desde 2010, é considerada o grande investimento para que o país se torne um dos maiores produtores mundiais de petróleo e seus lucros prometem se converter em grandes saltos nas áreas de educação e saúde do país.

Segundo a FUP, o objetivo do ato é "alertar a sociedade para os riscos que sofre o projeto de desenvolvimento em curso em função dos ataques contra o pré-sal e a Petrobras”. Em entrevista àAdital, o coordenador-geral da entidade, José Maria Rangel, defende que o setor petrolífero mundial conta, hoje, com poucas reservas comprovadas, estando o Brasil em vantagem com a reserva de pré-sal. "É apostar na soberania do país”, avalia.

Rangel rebate as críticas relativas aos prejuízos que a atividade pode acarretar ao meio ambiente, apontando formas de suavização dos impactos. "A exploração do petróleo, por si mesma, é prejudicial ao ambiente. Nossa obrigação é sermos mais rigorosos com a legislação e fortalecer os órgãos de fiscalização do Estado. Isso, para nós, não é contraditório”, argumentou.

O militante evita associar o ato público à campanha presidencial de Dilma, mas reforça que a manifestação é uma resposta aos ataques que a empresa vem sofrendo por parte da oposição política nacional. "Esses ataques querem passar uma imagem de descrédito, de ineficiência, para, num processo de privatização, a população não fazer um levante”, assinala. "O PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira - [na gestão de Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República, de 1995 a 2002] levou a estatal a um enfraquecimento. Lula e Dilma estão fazendo um caminho contrário”, defende Rangel.

Entidades e Organizações envolvidas

Além da FUP, atuam na mobilização a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no Estado do Rio de Janeiro (FETEERJ), entre outras. A expectativa é que o evento reúna em torno de 5 mil pessoas e alcance repercussão nacional.

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