sábado, 27 de setembro de 2014

NÃO FALTOU POLÊMICA APÓS O LANÇAMENTO DO LIVRO “NOBRE DEPUTADO”,

Marlon: “Dinheiro compra poder, e poder é uma ferramenta para se obter dinheiro”

Não faltou polêmica após o lançamento do livro “Nobre Deputado”, que já pode ser considerado um marco na discussão sobre corrupção no país, e um divisor de águas quando se trata do tema. Manifestos favoráveis da sociedade de um lado, debates públicos no meio, e irritação dos deputados de outro. O Congresso Nacional entrou com representação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o magistrado.

Na época, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, afirmou que a casa deveria processar o autor e pedir reparação. A representação contra Reis no CNJ diz respeito apenas à sua conduta como magistrado. “Marlon Reis achacou a honra de 513 deputados com suposições, como se todos fôssemos responsáveis pela conduta de um parlamentar que não identifica quem seja”, ressaltou o parlamentar.

A mesma linha foi adotada por vários deputados que criticaram o livro. “A publicação traz acusações gravíssimas. Esse juiz não pode destruir a imagem do Parlamento dessa forma”, disse o líder do DEM, o deputado pernambucano Mendonça Filho. “Deveríamos pedir direito de resposta contra isso”, também reclamou Fernando Ferro (PT-PE).

Além de escrever o livro, Marlon Reis é autor do projeto de lei da Ficha Limpa e coordena o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que recolhe assinaturas para a apresentação ao Congresso de um projeto de reforma política.

Apesar das críticas, as revelações de Reis receberam declarações de apoio por parte de vários profissionais. “Reis é um magistrado comprometido com a moralização das eleições, marcadas por abusos e uso indevido dos meios de comunicação, em benefício de candidatos, inclusive, com veiculação de pesquisas tendenciosas. Ele é o Montesquieu do mundo contemporâneo por sua luta por um processo eleitoral sem corrupção”, frisou o advogado Djalma Pinto. “É uma obra que tira a última máscara da velha política e com isso evidencia a necessidade de uma mudança estrutural no Brasil”, completou o juiz Douglas de Melo Martins, atualmente coordenador do programa de mutirões carcerários do CNJ.

No Rio Grande do Norte, o trabalho de Reis recebeu a adesão do juiz eleitoral Herval Sampaio, que conjuntamente com o autor de Nobre Deputado lançou seu livro “Abuso de Poder nas eleições” esta semana em Natal.

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