domingo, 7 de setembro de 2014

EXPLICA ESSA, HENRIQUE ALVES!

Ex-diretor abre o jogo: “Henrique era um dos beneficiados no esquema de corrupção da Petrobras”. Henrique Alves é citado pelo doleiro Youssef no esquema de corrupção da Petrobras, juntamente com Sérgio Cabral, Roseana Sarney, Eduardo Campos, Renan Calheiros e Edison Lobão estão entre os citados nos depoimentos do ex-diretor da Petrobras.

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O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, assinou uma delação premiada para ajudar na investigação sobre o esquema de corrupção que existiria dentro da maior empresa estatal brasileira, a Petrobras, e denunciou uma verdadeira “constelação” de membros do Congresso, entre eles, o presidente da Câmara Federal e candidato ao Governo do RN, Henrique Eduardo Alves, do PMDB. Pelo menos, foi isso que apontou a edição desta semana da revista Veja, que revelou o nome de Henrique e de outros políticos do PMDB, do PP e do PT.

Segundo a Veja, em reportagem escrita pelo jornalista Rodrigo Rangel, “preso em março pela Polícia Federal, sob a acusação de participar de um mega esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa aceitou recentemente os termos de um acordo de delação premiada – e começou a falar. No prédio da PF em Curitiba, ele vem sendo interrogado por delegados e procuradores. Os depoimentos são registrados em vídeo — na metade da semana passada, já havia pelo menos 42 horas de gravação. Paulo Roberto acusa uma verdadeira constelação de participar do esquema de corrupção”.

Dentre os citados, segundo a revista, estão os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA). Do Senado, Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, e Romero Jucá (PMDB-RR), o eterno líder de qualquer governo. Já no grupo de deputados figuram o petista Cândido Vaccarezza (SP) e João Pizzolatti (SC), um dos mais ativos integrantes da bancada do PP na casa.

Segundo a Veja, a lista tem também três “governadores” citados pelo ex-diretor, todos os políticos são de estados onde a Petrobras tem grandes projetos em curso: Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio, Roseana Sarney (PMDB), atual governadora do Maranhão, e Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência da República morto no mês passado em um acidente aéreo.

Segundo a delação premiada, os políticos receberiam 3% do valor dos contratos da Petrobras exatamente no período em que ele comandava o setor de distribuição da estatal, entre 2004 e 2012. Ainda em seu depoimento, Paulo Roberto Costa reconheceu pela primeira vez que as empreiteiras contratadas pela Petrobras eram obrigadas a fazer doações para um caixa paralelo que abasteceria partidos e políticos que apoiam Dilma.

Haveria, de acordo com ele, um “cartel de empreiteiras” em todas as áreas da estatal. O ex-diretor da Petrobras ainda mencionou uma conta de um operador do PMDB em um banco europeu. Por causa da citação aos políticos, que detém foro privilegiado, os depoimentos serão enviados à Procuradoria Geral da República. Mas os procuradores afirmam que só irão receber a papelada ao término da delação. A expectativa é de que novos nomes de políticos possam aparecer.
Fonte: Portal JH

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