segunda-feira, 22 de setembro de 2014

DILMA DIZ QUE NÃO SERÁ REELEITA PARA TIRAR DIREITOS DOS TRABALHADORES(AS)


A presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição pela coligação Com a Força do Povo, voltou a chamar a si a responsabilidade de defender as conquistas trabalhistas, de que é símbolo a CLT.

Coerentemente, tem dito que não foi eleita nem será reeleita para arrochar salários, promover o desemprego e atropelar direitos sociais, receita das duas principais candidaturas oposicionistas.

Dilma tem o respaldo do movimento sindical. Durante a campanha eleitoral, no dia 7 de agosto, em ato público pela sua reeleição, promovido por cinco centrais sindicais (CTB, CUT, UGT, NCTS e CSB, às quais aderiu o secretário-geral dissidente da Força Sindical), ela recebeu documento em que as centrais hipotecam apoio, apresentam sua plataforma de reivindicações e fazem cobranças por mais audácia na realização de reformas e pela criação de canais de diálogo e consultas com o governo.

O documento de três páginas, assinado pelos presidentes das centrais, diz que não é hora de “apostar ou promover incertezas”. No texto, os sindicalistas pedem um debate amplo sobre uma série de questões que já haviam sido apresentadas antes da campanha pela reeleição de Dilma, como o fim do Fator Previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução dos salários, e a rejeição do projeto de lei sobre a terceirização em tramitação no Legislativo.

Tal como fizera nas celebrações do 1º de Maio, Dilma declarou: "Vocês estão dando uma lição de unidade, consciência, patriotismo e noção do que está em jogo: avançar em direção ao futuro ou retroceder. Vamos dizer sim para o emprego, sim para o salário valorizado e sim para o país que cresce. E com a força do povo, nós vamos vencer de novo (...) Eu represento um projeto, que nós todos ajudamos a eleger, é um projeto especial que deu ao Brasil presente e futuro".

A presidenta reiterou que o projeto de governo implantado desde a eleição do ex-presidente Lula, em 2002, mostrou que era possível garantir a estabilidade do país e "distribuir riqueza e incluir socialmente nossa população (...) Garantimos que o Brasil não ia jogar os problemas econômicos nas costas dos trabalhadores".

A reeleição da presidenta Dilma é vista pelo movimento sindical comprometido com as aspirações e lutas dos trabalhadores como um passo político importante para a defesa das conquistas sociais e a realização da pauta de reivindicações do mundo do trabalho, inclusive o fim do Fator Previdenciário, que é um dos piores componentes da herança maldita legada pelo governo de FHC.

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