segunda-feira, 22 de setembro de 2014

AMIGO TRABALHADOR(A), DEPOIS DAS ELEIÇÕES, QUEM GARANTIRÁ OS SEUS DIREITOS?

Esquenta o debate eleitoral sobre temas sociais e trabalhistas

Ligado ao tema do desenvolvimento nacional soberano e à luta pela ampliação e aprofundamento da democracia, mais uma vez o debate sobre as questões sociais e trabalhistas emerge como um dos aspectos mais relevantes da campanha eleitoral.

Nos últimos dias, ocupou o principal lugar da cena política a partir de mais uma declaração de Marina Silva, quando a candidata do PSB, percorrendo afanosamente o caminho ditado pelos espúrios interesses do capital financeiro, sinalizou que, caso eleita, proporá modificar a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), numa clara ameaça de regressão.

A pretendente ao Planalto reitera, assim, posições que afrontam os interesses dos trabalhadores e contradizem o próprio partido, que antes de romper com a aliança progressista liderada pela presidenta Dilma Rousseff, no ano passado, saindo do governo e postulando candidatura própria à Presidência da República, sempre foi sensível às lutas sociais e à pauta do mundo do trabalho.

No mesmo caminho de aproximação com os setores mais reacionários da sociedade, Marina Silva fez acenos positivos aos latifundiários capitalistas, que lideram o setor da economia mal chamado de agronegócio. Ela se mostrou disponível para flexibilizar o conceito de trabalho escravo, quando o tema voltar a debate legislativo para a regulamentação da já aprovada Proposta de Emenda Constitucional que penaliza a odiosa prática, ainda recorrente na dura vida rural brasileira.

É possível, como em outros episódios do debate eleitoral, que as redações dos jornais e portais noticiosos e opinativos, entre estes o Portal Vermelho, recebam “notas de esclarecimentos” e “desmentidos”, alegando que não foi exatamente isso que afirmou a candidata e acusando-nos de cobertura unilateral e tendenciosa.

Contudo, a discussão pública entre os candidatos já demonstrou a existência de visões antagônicas sobre os temas que envolvem as questões social e trabalhista, entrelaçadas com o debate sobre a política macroeconômica e o desenvolvimento nacional.

Para escapar à justa acusação de que vão liquidar as conquistas sociais dos últimos 12 anos, em termos de políticas públicas de combate à pobreza extrema, os dois candidatos do campo neoliberal e conservador – Aécio Neves e Marina Silva – têm prometido demagogicamente que vão ampliar essas políticas, o que é de todo impossível no quadro dos seus projetos econômico-financeiros claramente recessivos, cuja aplicação requer o corte de direitos, o desemprego e o arrocho salarial.

Num esforço desesperado para escamotear seus laços de subordinação ao capital financeiro, o candidato do PSDB Aécio Neves, reunido com a banda podre do sindicalismo, apresentou uma espécie de “talk show” no seu programa televisivo que foi ao ar no último sábado (20) para propor generalidades e difundir falsidades sobre sua “agenda trabalhista”. 

Aécio referiu-se à “crueldade” que o Fator Previdenciário representa para os trabalhadores no momento da sua aposentadoria e prometeu discutir alternativas. O ex-governador de Minas omite que a crueldade começou a ser cometida a partir do ano de 1999, no auge do segundo mandato de FHC, seu guru e chefe político, e quando ele próprio era o principal representante do governo no Legislativo, como líder do PSDB na Câmara dos Deputados, quando a matéria foi aprovada. Posteriormente, como presidente da Casa, Aécio comandava as votações dos pacotes de maldades ordenados pelo governo.

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