sábado, 27 de setembro de 2014

A GRANDE FARSA ELEITORAL BRASILEIRA É O TEMA DO LIVRO

Logo no segundo capítulo, destaca-se o assalto ao orçamento geral da união

O Livro Nobre Deputado relata que, geralmente, um parlamentar tem ligado a ele duas ou três fundações, para as quais destina emendas parlamentares. Além disso, no Estado, cada deputado tem de 15 a trinta municípios administrados por aliados. As emendas parlamentares, então, são destinadas a esses municípios ou fundações, para construção de postos de saúde, compra de ambulância, construção de escolas e creches. Para cada obra, pelo menos 20% vai para o caixa dois do deputado.

Em resumo, revela como uma quantia destinada a obras públicas servem também para somar recursos para a conta particular dos prefeitos e multiplicar o caixa do partido. “Com um bom contador, conhecimento do sistema, influência e contatos certos, o parlamentar encaminha habilmente para o seu caixa de campanha parte do dinheiro que arrecada para distribuir benesses em sua base eleitoral. Quando bem feita, essa operação não atrai a atenção de ninguém e é aprovada pelos tribunais de conta”, diz.

Ou como diz o deputado fictício Cândido Peçanha: “As emendas são a chave da próxima eleição. É o nosso financiamento público de campanhas. Ao definir o orçamento, nós já fixamos as verbas que irão parar em nossas entidades e nas prefeituras amigas. Desde a elaboração da emenda, cada detalhe é pensado para que o dinheiro possa mais tarde ser destinado a alguma prefeitura ou instituição que receba essa quantia, ciente do compromisso assumido. Precisamos ter certeza de que uma parte significativa do dinheiro das emendas retornará para a nossa campanha eleitoral”, revela.

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