terça-feira, 30 de setembro de 2014

5. CRIAÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA EXTERNA

DILMA ROUSSEFF: Para a presidente, a política externa, como tantas outras, é uma política pública e, portanto, a ampliação de espaços democráticos de participação da sociedade civil junto ao governo é “sempre bem-vinda”. Ela ressalta que o Itamaraty já vem desenvolvendo um esforço no sentido de ampliar a interlocução direta com a sociedade civil e que “a existência de organismos consultivos é sempre positiva”.

MARINA SILVA: Na opinião da candidata, para colocar outras vozes no debate sobre os rumos de nossa ação externa não é necessário criar um conselho com atribuições paralelas, mas revalorizar o Ministério das Relações Exteriores. “Propomos aumentar a porosidade do Itamaraty aos influxos externos, seja do Estado, seja da sociedade, o que começa a ser feito pela gestão atual da Casa de Rio Branco”, sugere.

AÉCIO NEVES: Para o candidato, a criação de um Conselho Nacional de Política Externa poderia esbarrar com “as instâncias institucionais e políticas que também representam e interpretam a vontade popular”, isto é, com o Itamaraty. “Cabe lembrar que há uma enorme diferença entre ouvir os mais amplos setores da sociedade para coordenar esforços e o risco de deixar que as políticas de Estado sejam instrumentalizadas por grupos político-ideológicos, partidos políticos e movimentos afinados com quaisquer governos”, critica.

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