terça-feira, 30 de setembro de 2014

4. RELAÇÃO BRASIL-CHINA

DILMA ROUSSEFF: A presidente classifica como otimistas as perspectivas para as relações entre os dois países. “Nossas prioridades para o próximo período foram estabelecidas durante a visita de estado do Presidente Xi Jinping ao Brasil, em julho deste ano. São elas: a ampliação dos investimentos recíprocos; o estímulo a exportações brasileiras de maior valor agregado; a cooperação espacial, educacional e em ciência, tecnologia e inovação; e a coordenação em temas da agenda política e econômica mundial”, enumera.

Dilma lembra ainda que a China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, mas considera que o país não é dependente de exportações chinesas.

MARINA SILVA: A candidata coloca como prioridade fundar novos padrões de comércio com a China, diversificando a pauta de exportação do Brasil. Para ela, é preciso estimular a “substituição das indústrias de baixo custo por indústrias intensivas em conhecimento”. Além disso, ressalta aas taxas de câmbio das moedas, que têm trazido dificuldades ao Brasil.

AÉCIO NEVES: O ex-governador de Minas Gerais acredita que os dois países têm uma relação de complementaridade importante, mas que é preciso dar novos contornos. Para ele, é necessário diversificar as exportações brasileiras, reduzir as exportações chinesas de bens de consumo baratos e desenvolver parcerias em áreas como tecnologia e infraestrutura.

“A China é uma sociedade com cultura e organizações socioeconômicas diferentes e deve ser vista como tal, não para hostilizá-la, mas para melhor compreendê-la”, observa. “Aos dois interessa um mundo estável e harmonioso, livre de hegemonias. Brasil e China, como dois grandes países em desenvolvimento e potências regionais, têm responsabilidade especial nesse contexto”, acrescenta.

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