quinta-feira, 21 de agosto de 2014

PRE-CONCEITOS DE MARINA SOBRE PARTIDOS E POLÍTICOS DESEDUCA O CIDADÃO


A candidata não lida com conceitos, mas com bordões tão midiáticos quanto vazios. Tenta surfar na onda da rejeição à política, em grande parte fabricada pelos meios de comunicação e a indústria cultural

Marina busca capitalizar para si e sua formação política o legítimo desejo difuso de mudanças na sociedade, pretende ser a intérprete das ruas e dos sentimentos profundos da população brasileira. Apropria-se da história de sacrifício e luta do chamado “povo da floresta” e aparece como herdeira de Chico Mendes, faz uso publicitário da sua condição de ex-ativista das comunidades eclesiais de base, ex-petista e ex-ministra de Lula. Explora ad-nauseam a fé evangélica e se tornou a porta- bandeira de visões obscurantistas e fundamentalistas, traço que já tinha exibido na campanha eleitoral de 2010.

A líder da Rede posa de oponente ao chamado agronegócio, estabelecendo com este uma disputa em torno das questões ligadas à defesa do meio-ambiente. Até nisto é útil aos interesses do imperialismo, pois longe de combater o latifúndio capitalista e seus indissolúveis laços com o capital financeiro, na verdade faz um discurso que serve aos interesses das economias concorrentes da brasileira nos mercados de commodities agrícolas.

Ultimamente, sob pretexto de lutar por uma “nova política”, Marina Silva se tornou uma rematada antipetista e se antagonizou com as correntes revolucionárias contemporâneas, algumas das quais no exercício do poder em países latino-americanos, quando bradou, ao se associar ao PSB, que seu objetivo é “eliminar o chavismo do PT".

Marina não tem compromissos democráticos nítidos quanto aos movimentos sindicais e populares, com a política de valorização do salário mínimo, do trabalho e do emprego. Muito menos com a realização de uma política externa soberana. Comprometida com interesses facciosos de ONGs internacionais, não tem capacidade de unir as forças vivas da nação para enfrentar os desafios de um mundo conflituoso e sempre ameaçador para a soberania nacional dos países que lutam para se firmar como nações independentes e progressistas.

As mudanças progressistas iniciadas em 2003 precisam continuar e avançar. O povo brasileiro não vai comprometer essa caminhada apostando numa aventura funcional aos interesses da direita e das forças antinacionais.

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