quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O QUE REPRESENTA A CANDIDATURA DE MARINA SILVA E QUE ATITUDE TOMAM AS FORÇAS PROGRESSISTAS DIANTE DELA?

Quando se constituiu a aliança entre o PSB e a Rede, tendo, além disso, na ilharga o desacreditado e anticomunista PPS, já estava configurada – independentemente das intenções, dos históricos e denominações das siglas e das biografias pessoais – uma nova força política de cariz conservador, malgrado a retórica de “terceira via”. Não se discute aqui a legitimidade da opção feita, nem suas ramificações nos estados, mas o seu sentido político tático e estratégico de alcance nacional.

No Brasil de hoje não existe “terceira via” para cumprir papel progressista e virtuoso no processo eleitoral e na acumulação revolucionária de forças. Tomando em consideração a polarização real das forças políticas e o que cada uma delas representa, o que está em jogo e o sentido histórico das eleições presidenciais, somos autorizados a afirmar que neste contexto a “terceira via” serve objetivamente à direita, aos conservadores e neoliberais. Quem o vislumbrou foi o estrategista e ideólogo do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que proclamou no início do ano que seria válida a vitória de qualquer candidato, desde que derrotasse a presidenta Dilma Rousseff e as forças progressistas que nucleiam a sua base de apoio.

Com a entronização de Marina Silva, esta orientação adquire ainda maior nitidez. FHC voltou a falar nos últimos dias sobre o assunto e aconselhou seu pupilo Aécio Neves a não entrar em choque com a ex-senadora.

Muito ao contrário da imagem que tenta vender como protagonista da "nova política", as reais inclinações de Marina são para a direita. Nesse sentido, sua candidatura é totalmente funcional aos interesses gerais das classes dominantes reacionárias e do imperialismo.

A candidata do consórcio PSB-Rede-PPS cultiva o gênero messiânico, diz conversar com deus e considera-se predestinada pela “providência divina” a salvar o Brasil da má política. Em parceria com ideólogos alienígenas e ONGs internacionais criou uma bizarra agremiação em nome da “nova política”, para logo se aliar a esquemas que sempre denunciou como “velha política”. 

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