sexta-feira, 8 de agosto de 2014

DILMA É A MELHOR OPÇÃO PARA OS TRABALHADORES, DIZ TONINHO DO DIAP

Em coletiva de imprensa promovida pela Agência Sindical e o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, realizada na última quarta-feira (6), o analista político e diretor do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), Antônio Augusto de Queiroz (Toninho), fez um balanço das conquistas sindicais e trabalhistas dos últimos 12 anos e analisou o perfil dos candidatos e seu alinhamento com os interesses dos trabalhadores.

Antônio Augusto de Queiroz (Toninho) é analista político e diretor do Diap “As conquistas políticas, sindicais e trabalhistas dos últimos anos começaram a partir do segundo ano do governo Lula, quando houve um alinhamento da equipe econômica ao setor produtivo fazendo com que o governo tivesse uma margem para investimentos, principalmente sociais, e gerando emprego”, afirmou Toninho, destacando que no governo FHC e nos dois primeiros anos do governo Lula, a equipe econômica se dedicou a pagar os juros da dívida, ou seja, manter o sistema financeiro internacional.

“Se olharmos quem assessora os candidatos à presidência, vemos que Aécio, por exemplo, tem como principal conselheiro o Armínio Fraga, aliado e cria do sistema financeiro. Portanto, a margem que teremos para investimentos sociais, caso Aécio seja eleito, é zero”, enfatizou.

Ainda sobre a questão econômica, Queiroz falou do “terrorismo inflacionário” feito pela oposição que tem contado com o apoio da grande mídia. “Vão errar feio. A inflação está controlada. O período é de aquecimento da economia e os investimentos internacionais continuam”, enfatizou.

Segundo ele, esse terrorismo é resultado de uma medida da presidente Dilma que resultou na redução das tarifas públicas. “As forças conservadoras desse país querem tirar a presidente Dilma porque ela usou um mecanismo do sistema financeiro e reduziu a taxa de retorno de lucro das termoelétricas criando um mal-estar entre as concessionárias do setor, que, por sua vez, se aliaram ao sistema financeiro e a grande imprensa para desqualificar o governo“, disse.

Enfrentar a crise

Queiroz lembrou que o governo Dilma enfrentou a crise internacional sem sacrificar os trabalhadores. “Sempre que há uma situação de crise há dois tipos de receita: fazer um ajuste fiscal drástico com redução dos investimentos sociais, do emprego, dos salários e retirada de direitos; ou a chamada medidas anticíclicas, adotada por Dilma, com ampliação dos programas sociais, promoção dos incentivos financeiros a setores da economia que gerem empregos. O simples fato de um governante decidir por um lado ou outro mostra se está do lado do povo ou não”.

Comparando com Aécio

Toninho afirma que o momento é de analisar como esses candidatos se comportariam e qual dessas alternativas os atuais candidatos optariam, caso estivessem no lugar de Dilma. “Armínio Fraga [assessor de Aécio] não esconde que quer o fim da indexação do salário mínimo, por exemplo, que tem garantido aumento real com a reposição da inflação. Milhares de trabalhadores, aposentados e pensionistas que ganham salário mínimo ficarão na dependência da vontade do governo para ter aumento. Se tiver num momento econômico bom, terão. Caso contrário, não”, enfatiza.

Congresso Nacional

Dependendo do cenário, a agenda trabalhista e sindical também ficaria comprometida no Congresso Nacional. Segundo o analista, a bancada trabalhista, na melhor das hipóteses, ficará com o mesmo número de parlamentares que tem hoje. “Tem projeto de tudo quanto é gosto para prejudicar os trabalhadores. Se não houver base social, mesmo no governo Dilma a possibilidade de resistência será menor", disse ele, destacando que a correlação de forças dentro do Congresso é desfavorável aos trabalhadores. Hoje, são 273 empresários contra 91 ligados aos trabalhadores.

No entanto, Toninho disse que apesar dessa dificuldade, o governo federal foi fundamental para impedir a aprovação de projetos que prejudicasse os trabalhadores. “Lula vetou a emenda 3, que pejotizava o trabalhadores e retirou o projeto de flexibilização das leis trabalhistas encilhado pelo governo FHC. No governo Dilma foram criados dispositivos para barrar uma série de projetos que precarizavam os direitos. Sem o governo federal isso não seria possível por conta do número majoritário da bancada empresarial”.

Redução da jornada

Toninho considera que uma das principais reivindicações das centrais sindicais, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução dos salários, tem mais possibilidade de ser aprovada com Dilma. No entanto, afirma que será uma “redução gradual” e vai exigir muita articulação do movimento sindical. “Com a correlação de forças que existe no Parlamento, nenhum governante conseguirá fazer de uma só vez", destaca ele, finalizando que com Aécio essa possibilidade é "zero".

Grande imprensa

Queiroz alertou sobre a campanha da grande mídia que tem levado a “descrença generalizada" nas instituições. “Isso é trágico, porque não há solução para os problemas fora da política. Você desqualifica a política para qualificar o mercado. A política está sendo apropriada pelo mercado. Esse financiamento de campanha é uma temeridade”, apontou.

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