quarta-feira, 27 de agosto de 2014

BRASIL NA BERLINDA. QUEM NOS GOVERNARÁ?


Debate com presidenciáveis na BAND TV, realizado ontem (26) mostrou que não é só de mão de obra qualificada que o país precisa, mas de políticos e candidatos mais qualificados

O que o Brasil assistiu ontem no debate da BAND TV que foi ao ar no horário da noite, foi uma realidade que a cada dia se torna mais presente. A classe política brasileira precisa mesmo ser renovada, mas precisa também ser qualificada e conhecer mais o Brasil, seus desafios e os anseios do povo.

Dos sete candidatos a presidente presentes no debate, apenas quatro, pela experiência que têm na vida política demonstraram que estão mais ou menos preparados para serem presidentes da República, os demais não passam de fanfarrões que querem aparecer com seus programas de governo vazios de propósitos claros e objetivos para comandar uma das maiores nações do mundo.

Até mesmo a presidenta Dilma com sua experiência de quatro anos como mandatária da nação demonstra que ainda desconhece muito do país e tem uma noção minimalista de governar e gerir as ações que precisam ser adotadas para transformar a nação num país competitivo, socialmente mais igual, politicamente mais democrático e economicamente mais sustentável.

Os chamados candidatos nanicos como pastor Everaldo, Eduardo Jorge e Fidelix são tão desqualificados para assumirem até mesmo uma prefeitura que não acrescentam em nada o conteúdo de um debate como o que a BAND TV  promoveu ontem a noite, patinam na mesmice de uma retórica infecunda, construída sob um censo comum despolitizado que em nada contribui para a defesa de uma plataforma eleitoral viável e politicamente aceitável.

O destaque fica mesmo para candidatas como Luciana Genro com seu tom de esquerda raivosa, mas com propriedade de causa naquilo que defende e Marina Silva com seu messianismo de salvadora da pátria, já Aécio Neves que se apresenta como guru da alta burguesia econômica nacional tem apenas o retrocesso como instrumento que o credencia a fazer do Brasil uma nação de desiguais.

Por fim, está claro que a nova política não passa pelos candidatos que ali se apresentaram, tão pouco pelas velhas figuras que dizem que querem mudar o país com suas receitas prontas e muitas, requentadas. Ou o povo entende que precisa participar mais da política, opinar e qualificar o debate em torno dos desafios do país, ou seremos sempre, governados por quem não tem mais nada de novo a apresentar.

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