terça-feira, 29 de julho de 2014

COMO PENSAR NO FUTURO DA HUMANIDADE ASSASSINANDO NOSSAS CRIANÇAS

Por Professor Antônio Neves

Parece que o tempo em que acreditávamos que as crianças eram o futuro da humanidade chegou ao fim. O mundo moderno decretou sua sentença e as crianças já não são mais necessárias

Mãe protege o corpo do filho morto após ataques de guerra no Iraque

De guerras infanticidas como a que está sendo promovida neste momento pelo Estado criminoso de Israel, onde centenas de crianças inocentes estão sendo aos olhos indiferentes do mundo, assassinadas. Crimes cometidos em todas as partes do planeta contra inocentes meninos e meninas, parece ser apenas fato corriqueiro, decretado pela justiça dos imorais das guerras, em nome do lucro, de invasões territoriais, fundamentalismo religioso e de atitudes individualistas de um modelo de sociedade e ate mesmo familiar que perdeu o senso humanitário da vida.

Assassinatos de crianças indefesas estão virando moda, caso comum, não há um único dia em que o noticiário nacional não dê conta de crimes brutais contra crianças, sejam recém-nascidas jogadas em lixões, em vasos sanitários, envenenadas, atiradas pela janela, estupradas, assediadas para o mundo das drogas e prostituição ou arrastadas em portas de carros. O choro dos inocentes não encontra eco nem proteção nos escombros da hipocrisia humana atual.

O fato é que, num mundo que adotou tamanha insensibilidade para com o próprio ser humano e a natureza, transformando tudo em mercadoria e objeto de mercado e consumo, o desafio de ser criança e da infância passa hoje pelo caminho de ter que sobreviver a esta fase sem ser molestada no seu processo natural da vida e da dignidade humana. Ser criança no mundo de hoje parece incomodar pelo simples motivo de querer uma chance de existir.

O que está posto como desafio maior para todas as sociedades, principalmente as do mundo ocidental, adventista dos avanços tecnológicos e da alta produção industrial, é recuperar a capacidade humana de sobreviver ao próprio caos que criou em meio ao desenvolvimento adquirido e suas contradições, entre tantas, as de não conseguir deter o fluxo crescente da violência generalizada que se espalha com naturalidade permitida, onde a vida humana não é mais o objetivo a ser preservada, e as crianças tornaram-se mera alegoria descartável que, quando não aceita pelo meio é violentada na sua própria existência.

E um mundo que não protege suas próprias crianças, dando-lhes dignidade e vida plena e abundante, será difícil imaginá-lo tendo algum futuro promissor.

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