sexta-feira, 30 de maio de 2014

“WILMA E HENRIQUE SÃO FRACOS. ELES TEMEM CANDIDATOS DO DEM”, DIZ NEY LOPES

Ao se referir ao processo político-eleitoral deste ano, Ney Lopes afirmou que a aliança entre Wilma e Henrique não é forte, vez que eles temem candidaturas do DEM ao governo e ao Senado. Questionado se existiria um compromisso de José Agripino com Henrique e Wilma para que o DEM não atrapalhe a eleição deles, Ney Lopes afirmou: “Vejo falar nesse compromisso. Porém, não posso dizer que exista. Seria a prova de que o PMDB e PSB não estariam tão fortes quanto dizem. Eles temem até candidatos do DEM, que propagam ser um partido sem expressão. Por que esse medo? Seria uma prova de fraqueza de Wilma e Henrique e não de força”.

Ney entende que a reunião da Executiva dos Democratas na próxima segunda-feira, convocada pelo senador José Agripino, será uma oportunidade de diálogo político, democrático, civilizado e de alto nível. “Poderão existir pontos de vista diferentes entre os militantes, porém nunca diferenças pessoais. Imagino que todos debatam democraticamente na busca da unidade e fidelidade ao programa partidário”, esclareceu Ney Lopes. Na oportunidade, o DEM definirá seu futuro político, optando entre candidaturas próprias a governador, senador e deputados federais e estaduais, ou aliança ao PMDB, PSB, PR e outros partidos, o que significa que a única governadora do DEM no Brasil, Rosalba Ciarlini, não terá direito de se candidatar à reeleição, mesmo tendo direito.

Segundo Ney Lopes, os comentários nos bastidores dão conta de um compromisso em que os Democratas não lançariam candidatos a governador e a senador, para serem contemplados com alianças para deputado estaduais e federais. Se o DEM não cumprir esse compromisso (não lançar candidatos ao governo e ao Senado), Wilma e Henrique não abririam a coligação proporcional, dificultando as reeleições do federal Felipe Maia e dos deputados estaduais Getúlio Rego, José Adécio e Leonardo Nogueira.

“Há, todavia, impedimento legal. O partido somente pode fazer coligação proporcional com outros partidos se tiver candidato na majoritária. O DEM, se lançar Rosalba, por exemplo, não poderá coligar-se parcialmente (apenas na proporcional) com partidos que apoiam Henrique e Wilma. E se a coligação proporcional do DEM for com quem oficialmente não apoie o PMDB, por exemplo, esse partido coligado estará obrigado por lei a coligar-se na majoritária com o DEM”, explica o advogado. Segundo ele, é um obstáculo difícil de ser contornado porque está contido no artigo 6º da Lei 9504/97, que diz que é facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar coligações para eleição majoritária, proporcional, ou para ambas, podendo, neste último caso, formar-se mais uma coligação para a eleição proporcional dentre os partidos que integram a coligação para o pleito majoritário.

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