quarta-feira, 28 de maio de 2014

VOCÊ TEM SEXUALIZADO SEU FILHO ANTES DO TEMPO?


No Iraque, querem legalizar a pedofilia e o estupro conjugal. No Brasil, a erotização começa cedo

Por Augusto Cantanhede
Na Folha Universal mundo edição 1155

Você já pensou em casar sua filha de 9 anos com um adulto? E o que dizer de um marido que força a esposa a ter relações sexuais? Um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional do Iraque tem causado polêmica ao prever o casamento de meninas de 9 anos e até permitir ao marido ter relações sexuais com sua esposa, mesmo sem seu consentimento. O partido do premier Nouri al-Maliki foi acusado de propor essa lei para conquistar os votos dos xiitas, facção extremista do Islamismo que é maioria no Iraque, visando às eleições parlamentares.

No Brasil, a pedofilia e o estupro conjugal são atos repudiados e combatidos pela lei e por todos os cidadãos, mas, se formos analisar bem, a nossa realidade não é tão distante da vivida pelos iraquianos. Isso porque aqui muitas famílias não obrigam crianças de 9 anos a casar como lá, porém, ao acharem normal seus filhos terem vários parceiros sexuais aos 14 ou 15 anos, contribuem para que o entendimento desses adolescentes sobre sexo seja apenas de que o ato é apenas uma simples forma de obter prazer.

O que dizer então de performances de artistas que dançam coreografias sensuais e “assistentes” de palco seminuas, que entram em todos os lares por meio de propagandas e programas de TV e podem ser assistidas a qualquer hora por adultos e crianças?

Coreografias sensuais, embaladas por músicas que tratam o sexo como algo banal, são dançadas por adultos, jovens e crianças, até mesmo em apresentações da escola. E os pais, que deveriam educar e proteger seus filhos de conteúdos que não são próprios para sua idade, são os primeiros a incentivar e achar engraçado tal comportamento.

Porém, esses mesmos pais se sentem perdidos quando o fruto dessa má educação sexual se revela na gravidez precoce de crianças e adolescentes ou então quando seus filhos decidem entrar para o mundo da prostituição ou se tornam vítimas de pedófilos.

A pergunta que fica é: como educar e proteger nossas crianças numa sociedade em que o sexo é banalizado e a mulher é vista como mero objeto sexual? A resposta está nos valores que estão sendo transmitidos e nos exemplos que estão sendo dados a elas.

Por isso, é importante que os pais tenham o entendimento de que o sexo não é apenas uma diversão, mas algo sério, que deve ser acompanhado de compromisso e amor. À medida que eles entenderem isso, certamente conseguirão explicar aos filhos, não apenas com palavras, mas também com exemplos.

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