sábado, 17 de maio de 2014

PROFESSORES DE SP PERMANECEM EM GREVE, MAS DIÁLOGO CONTINUA

Prefeitura já apresentou propostas, mas greve continua

Os professores da rede municipal de ensino de São Paulo decidiram na última quinta-feira (15), manter a greve que teve início em 23 de abril deste ano. Segundo o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), em torno de 10 mil pessoas participaram da manifestação, que chegou a fechar os dois sentidos da Avenida 23 de Maio (uma das principais vias de acesso na capital), por mais de duas horas. Uma nova manifestação foi marcada para a próxima terça-feira (20).

Uma das reivindicações é pela incorporação de bônus de 15,38% anunciado pela prefeitura para os profissionais que recebem o piso salarial. A gestão municipal concorda com a incorporação, mas somente no ano que vem. O sindicato exige que pelo menos um terço seja garantido agora.

Segundo a professora e dirigente do Sindicato da categoria na capital, Valéria Leão, as negociações não podem parar: "Apesar de ser um cenário bastante complexo, precisamos pautar o diálogo entre o sindicato e governo, em especial o atendimento dos itens que não estão diretamente ligados ao orçamento” afirmou.

Durante a manifestação, a categoria deixou claro que não era o bônus salarial a única pauta reivindicada. O sucateamento em que as escolas municipais se encontram e a segurança dos professores foram questões levantadas.

Por meio de nota lançada à imprensa na última terça-feira (13), a Secretaria Municipal de Educação informou que o prefeito Fernando Haddad encaminhou um projeto de lei para aumentar o piso salarial dos professores, gestores e do quadro de apoio à educação em 15,38% . A medida elevaria para R$ 3 mil o piso dos professores com jornada semanal de 40 horas-aula retroativamente a 1º de maio.

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