terça-feira, 6 de maio de 2014

PESQUISA MOSTRA QUE DESIGUALDADE SALARIAL É MAIOR PARA NEGROS

De acordo com a pesquisa, o negro brasileiro ganha salário 36,11% menor do que os brancos no país. Os negros ainda tem maior instabilidade no trabalho e buscam emprego por mais tempo que os brancos, além de ocupar postos de trabalho mais precários e vulneráveis. É mais comum ver o negro no chão de fábrica ou em postos de trabalho de base da produção e com uma jornada de trabalho maior do que os não negros.

As mulheres negras são duplamente vítimas de discriminação, por gênero e raça, e ocupam um lugar ainda mais precário no mercado de trabalho. O salário médio da trabalhadora negra continua sendo a metade do salário da trabalhadora branca. Mulheres negras têm um índice maior de desemprego em qualquer lugar do país. A taxa de desemprego das jovens negras chega a 25%. Uma entre quatro jovens está desempregada e estão em maior número nos empregos mais precários e informais, cerca de 71% contra 54% das mulheres brancas e 48% dos homens brancos. Os rendimentos das mulheres negras em comparação com os homens brancos nas mesmas faixas de escolaridade não ultrapassam os 53%.

A pesquisa do Dieese corrobora com a tese da inexistência de uma democracia racial. Mesmo com a Abolição, aos negros couberam os cargos de menor remuneração no mercado de trabalho. Os ex-escravos foram jogados à própria sorte, abandonados pelo Estado e isso se reflete nesta pesquisa, onde a questão racial interfere ao designar lugares para trabalhadores negros na estrutura produtiva, passíveis de serem traduzidos por situações de discriminação não determinadas pelos critérios objetivos da produção, que acarretam desvantagens aos afro-brasileiros.

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