segunda-feira, 26 de maio de 2014

NOVAS ARMAS CONTRA O DIABETES TIPO 1

O laboratório Novo Nordisk apresentou a primeira insulina de ação ultraprolongada com efeito de 42 horas. Chamada de tresiba, a grande vantagem do medicamento é que o paciente não precisa fazer a aplicação sempre no mesmo horário, explica a gerente médica de diabetes do laboratório, Mariana Narbot.

“A insulina garante cobertura de 24 horas de forma homogênea, causando menos hipoglicemia noturna. Apesar de agir por mais de 40 horas, a aplicação deve ser diária, com intervalo mínimo de oito horas”.

A insulina foi liberada pela Anvisa em fevereiro deste ano e está em fase de aprovação de preço para a comercialização. A previsão é que ela esteja nas farmácias de todo o País no segundo semestre. Para aqueles que usam bombas de insulina, a novidade é a chegada do sistema de infusão Paradigm VEO, da Medtronic. O diferencial é que o aparelho interrompe o fornecimento de insulina caso o paciente apresente hipoglicemia (níveis de açúcar no sangue muito baixos). A bomba já tem autorização da Anvisa para ser vendida no País.

Mesmo com tantos lançamentos, o presidente da SBD alerta que o número de portadores da doença só aumenta no Brasil e no mundo, especialmente por causa do excesso de peso, sedentarismo e má qualidade da alimentação.

“Sou fã da tecnologia e sabemos que os novos medicamentos mudam paradigmas e permitem um controle melhor, mas infelizmente não são acessíveis a todos. Para combater a doença, acredito em informação, conscientização e educação”.

Turatti concorda com o colega, mas não se mostra otimista com a mudança do cenário nos próximos anos.

“Temos todas as armas para combater o diabetes, mas o governo não está preocupado com a doença. Na rede pública, as medicações são antigas, sem falar na falta de conscientização do paciente, médicos e familiares”.

Salles acrescenta que não há políticas públicas efetivas para a redução da obesidade, principal causa do diabetes tipo 2, e nem ações que mostrem a importância da prevenção.

“Em um País que ainda tem dengue e doença infectocontagiosa, fica difícil combater o diabetes, que é uma doença silenciosa e traiçoeira. É preciso tirar da cabeça da população que só é diabético quem come doce”.

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