sexta-feira, 30 de maio de 2014

ELEIÇÕES – A DIREITA E AS BALAS TROCADAS NO RIO GRANDE DO NORTE

“PMDB e PR devem ter cuidado com críticas porque participaram do governo”
Por Alex Viana
Repórter de Política

Integrante e fundador do PFL (hoje DEM), o advogado Ney Lopes, que foi deputado federal em várias legislaturas e presidente do Parlamento Latino Americano, disse que o PMDB do deputado federal Henrique Eduardo Alves e o PR do deputado federal João Maia, pré-candidatos do PMDB a governador e do PR a vice, respectivamente, precisam tomar cuidado com críticas futuras ao governo Rosalba Ciarlini (DEM), especialmente durante a campanha, porque, em verdade, PMDB e PR são corresponsáveis pela gestão estadual. Com isso, Ney corrobora tese da deputada federal Fátima Bezerra, pré-candidato do PT ao Senado, que nesta quarta disse que o PMDB de Henrique e o PR de João Maia “não têm moral” para criticar Rosalba, por terem participado e ainda terem, até hoje, indicações de cargos na gestão Rosalba Ciarlini.

“A intenção da deputada Fátima ao fazer declarações não é defender Rosalba, mas fomentar a intriga, para benefício eleitoral. Por isso que eu prefiro não comentar. No tocante, entretanto, a eventuais críticas, até agora eu não vi nada de grave que o PMDB ou o PR tivesse acusado a governadora. Apenas palavras de quem está na oposição. O PMDB vai para a campanha fazer oposição a Rosalba, e para isso que romperam. Agora, eles esquecem que algumas deficiências que mostram eles são corresponsáveis, porque estiveram no governo até dia desses. Eles estão com generalidades. Advirto que eles tenham cuidado com o que dizem, porque muita coisa eles são corresponsáveis. O PMDB deve ter cuidado no futuro, se tiver alguma coisa de acusação concreta contra Rosalba. Até agora não vi nada de grave. Tomem cuidado porque muita coisa são corresponsáveis”, analisou Ney.

Ao dizer que “até agora vi nada de grave que o PMDB ou o PR tivesse acusado a governadora”, o ex-deputado Ney Lopes de Souza termina corroborando com outra tese defendida pela deputada Fátima Bezerra: a de que as críticas a Rosalba, quando feitas por Henrique e João Maia, “são de forma muito superficial e sempre são críticas pessoais à ex-comandante agora abandonada, exatamente porque não têm moral para criticar a gestão da qual são responsáveis diretos’”. Em 2010, e Henrique e João apoiaram a candidatura do então governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) à reeleição, mas quem venceu foi Rosalba. Ato contínuo, ambos aderiram a Rosalba, passando a fazer parte do governo, indicando os secretários de Agricultura, Recursos Hídricos, Saúde e Emater, no caso do PMDB, e Turismo, no tocante ao PR.

Sobre o PMDB, antes da chegada de Henrique, o partido já detinha participações na Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social (SETHAS), bem como na Companhia Potiguar de Gás (Potigás) e na Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (FUNDAC). Embora tenha anunciado rompimento com o governo, em setembro do ano passado, apenas os cargos principais foram entregues pelos partidos. Estipulava-se, à época, que pelo menos 200 cargos de segundo e terceiro escalões, indicações do PMDB, permanecem até hoje na gestão Rosalba – até mesmo por não haver substitutos. No que diz respeito ao PR, existiriam ainda cerca de 100 cargos comissionados indicados por João Maia.

Até hoje, nomes do PMDB fazem parte da gestão Rosalba Ciarlini. São os casos de Silvio Torquato, atual secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte. Filiado ao PMDB, ele é irmão do ex-deputado estadual Elias Fernandes (PMDB) e tio do atual deputado estadual Gustavo Fernandes (PMDB), da ala do PMDB ligada a Henrique. O ex-prefeito de Nova Cruz Flavio Azevedo (PMDB) é outro peemedebista que permaneceu na gestão Rosalba sem sofrer pressão do PMDB para sair, estando à frente, atualmente, da Emater.

Fonte: JH online

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