segunda-feira, 26 de maio de 2014

DIABETES TIPO 2 ESTÁ EM 90% DOS CASOS EM BRASILEIROS

Para tratar o diabetes tipo 2, que representa 90% dos casos da doença entre os brasileiros, a indústria farmacêutica Sanofi-Aventis lançou o Lyxumia (lixisenatida). O medicamento promete aumentar o tempo de esvaziamento gástrico, ou seja, mantém a comida por mais tempo no estômago, conforme explica o endocrinologista João Eduardo Salles, professor titular de endocrinologia da Santa Casa de São Paulo e diretor da SBD.

“O medicamento age de forma semelhante a uma substância natural do organismo chamada GLP-1, que está associada à produção de insulina. Quanto mais tempo a comida fica no estômago, mais lenta é a elevação da glicemia. Além disso, por conta desse mecanismo o paciente ainda se beneficia com a redução do apetite e do peso”.

O medicamento já foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas só deve chegar ao mercado no segundo semestre deste ano. Outra novidade para os diabéticos tipo 2 é o Forxiga (dapagliflozina) — remédio que atua no rim e estimula a perda de açúcar e sódio pela urina e, consequentemente, reduz o peso e a pressão arterial.

Segundo o laboratório AstraZeneca, que produz o medicamento, o Forxiga pode ser usado em qualquer fase da doença como monoterapia ou combinado com a insulina. O medicamento é de uso oral e deve ser administrado uma vez ao dia. Já disponível no mercado brasileiro, uma caixa com 30 comprimidos custa em torno de R$ 130.

Com tantas classes de medicamentos, o endocrinologista Luiz Turatti, vice-presidente da SBD, reforça que o tratamento do diabetes deve ser individualizado e combinar mais de uma droga.

“Hoje em dia, tratar diabetes com um único remédio funciona cada vez menos. A tendência é combinar dois ou mais medicamentos e, claro, conhecer o perfil do paciente. Tratar uma pessoa de 45 anos e um idoso de 70 é completamente diferente”.

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