terça-feira, 13 de maio de 2014

13 DE MAIO, UMA DATA PARA SER LEMBRADA


Já se passaram 126 anos, mas a população negra ainda vive aprisionada pelo racismo

Por Sara Oliveira

A Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888 pela princesa Isabel, marcou oficialmente a extinção da escravidão no Brasil ao autorizar a libertação de milhares de escravos. Já se passaram 126 anos, mas a população negra ainda vive aprisionada em todo o País, seja pelo racismo, seja pelo preconceito que ainda persistem. Será que a data celebra, de fato, o início da liberdade?

Ainda são noticiados casos de trabalho escravo no Brasil, em que mulheres, crianças e homens de todas as idades são explorados. As desigualdades persistem e comprovam que o processo de abolição não foi concluído com uma simples assinatura da realeza. A discriminação não chegou ao fim e ainda há um longo caminho para que a igualdade seja firmada na sociedade.

Dados do Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram que a população negra (que inclui pretos e pardos) superou a branca naquele ano. Os negros são maioria no País e representam cerca de 51% do total de brasileiros. Ainda assim, ganham salários menores e são mais expostos à violência.

As disparidades ainda são exorbitantes e o grau de escolaridade está longe de ser equiparado – na verdade, falta educação de qualidade para todos. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, 13% dos negros com idade a partir de 15 anos ainda são analfabetos. Quantas abolições serão necessárias para que o negro seja respeitado na sociedade?

Em Folha Universal edição 1153

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