quinta-feira, 17 de abril de 2014

IMPRUDÊNCIA É A ESTUPIDEZ QUE MATA MAIS QUE O CÂNCER


No Brasil, morre-se mais em acidentes de trânsito do que por motivo de doenças

O câncer é uma doença terrível. Dependendo do tipo e do órgão atingido, pode ser avassalador, com tratamento doloroso e taxa de mortalidade altíssima. Mas no Brasil há outro mal que leva vidas de modo ainda mais violento, deixando um rastro de desolação e inconformismo para os entes queridos.

Por aqui, morre-se mais em acidentes de trânsito do que por homicídio ou câncer. O trânsito brasileiro é mais mortal ainda que muitas guerras travadas no planeta. De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária, em 2012, foram registrados mais de 60 mil mortos e 352 mil casos de invalidez permanente.

Para os especialistas, as causas para esse descalabro são as estradas precárias, os automóveis com tecnologia defasada ou sem manutenção adequada e, principalmente, o generalizado desprezo pelas regras de trânsito, sentimento alimentado por uma fiscalização falha – para não dizer inexistente.

É nesse terreno que aflora a estupidez do motorista. Todos sabemos, por exemplo, que não se pode beber e dirigir. Da mesma forma, ninguém ignora que não se deve andar de automóvel sem o cinto de segurança, pilotar a moto sem usar o capacete ou conduzir o veículo como se estivesse em um autódromo. O resultado da equação, quase sempre, é fatal.

No Brasil, é a burrice que mata mais que o câncer, a violência, o diabete ou a Aids. Não uma burrice qualquer, mas aquela dos irresponsáveis ao volante e dos que deveriam zelar por todos nós no asfalto.

Por: Renato Parente é jornalista e assessor de Comunicação Social da Universal

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