quarta-feira, 23 de abril de 2014

DIREITOS HUMANOS SÃO NEGADOS NA CONSTRUÇÃO DAS OITICICAS


“A obra física da barragem avança, mas a obra humana está no zero”, diz Procópio Lucena

O agrônomo José Procópio de Lucena (FOTO) articulador do SEAPAC, propôs aos bispos Dom Jaime Vieira Rocha, arcebispo de Natal; Dom Mariano Manzana, bispo de Mossoró; Dom Heitor de Araújo Sales e Dom Matias Patrício de Macêdo, arcebispos eméritos de Natal que se esforcem para incluir na agenda política do Estado e do País, através das instâncias da Igreja Católica do Rio grande do Norte e em nível de CNBB, a discussão e debate sobre os problemas da água e da seca.

O pedido foi feito durante a assembleia geral do Seapac, realizada no dia 22 de abril, pela manhã, no Centro Pastoral da paróquia da Candelária. “É uma situação grave, que precisa ser discutida, debatida e enfrentada”, afirmou José Procópio. Ele também pediu aos bispos para continuarem apoiando, em nome da Igreja, as famílias da área da barragem de Oiticica, em Jucurutu, atualmente em fase de construção.

“As obras físicas da barragem estão avançadas, mas a obra humana (a questão dos direitos das famílias, indenizações e outras promessas do governo do Estado) está na estaca zero. Nada foi feito, até agora e nenhuma promessa do governo do estado foi cumprida”, assegurou Procópio, que também membro do Comitê da Barragem de Oiticica. Ele também pediu que os bispos acompanhem as famílias acampadas na Chapada do Apodi, que defendem a área para a agricultura familiar e lutam para que o governo abandone o projeto de irrigação que pretende implantar no lugar. “Aquelas famílias precisam do apoio da Igreja”, disse Procópio.

Com informações de Marcos Dantas

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