sábado, 12 de novembro de 2016

CRIANÇAS SEDUZIDAS PELO CONSUMO

Influenciadas pela mídia, crianças estão cada vez mais consumistas

Eles são pequeninos, carinhosos e ativos, mas não podem ser consideradas apenas crianças, pois seus olhares estão bem atentos a todas as novidades do mercado. Um brinquedo novo, celular de última geração, nada passa despercebido deles.

Cada vez mais as crianças estão ditando as regras de consumo no mundo. Não é raro vermos meninas bem produzidas, com celular, ou que frequentam salão de beleza. Os meninos não ficam atrás, eles nunca estiveram tão bem informados quanto aos lançamentos de brinquedos e games.

Mas, como todas essas informações chegam até eles?

A pergunta é bem fácil de responder. Todos os dias os pequenos são seduzidos pelas propagandas que passam durante os intervalos dos programas favoritos, ou até mesmo por um amigo na escola que lhe mostra como é bonito e interessante o presente que ganhou.

As crianças influenciam em até 80% das decisões de compra de uma família. No Brasil, 83% dos consumidores mirins são influenciados pela publicidade, 72% por produtos com personagens famosos, 42% pelos amigos, 38% por brindes e jogos e 35% por embalagens coloridas e atrativas.

As propagandas publicitárias fazem muitas pessoas acreditarem que é preciso adquirir o que não é necessário. Segundo informações do Instituto Alana, no País existem cerca de 35 milhões de crianças de até 10 anos de idade que alimentam um mercado de 50 bilhões de reais.

Mas, será que é possível diminuir o consumismo na infância?

Para o psicólogo Alexandre Rivero é possível sim, mas é necessário que os pais ou responsáveis tomem algumas atitudes. "O mercado consumidor cada vez integra mais a criança, oferecendo não somente bens de consumo, mas também valores e um modo de vida a ser consumido. É preciso criar um processo de educação do consumidor, com crítica e discernimento. Creio que as escolas e as famílias precisariam se voltar mais para essa educação. O perigo é deixar o filho ou o aluno entregue às mídias sem o acompanhamento e a mediação de um dos pais ou professores. A mediação adequada esclarece a criança e irá levá-la a ser mais seletiva em suas escolhas, a perceber propagandas enganosas, a comparar produtos, a entender prioridades e possibilidades."

O consumo virou moeda de poder, e ceder a todos os pedidos das crianças seduzidas pelas publicidades pode ser uma grande armadilha. "Os pais não podem ceder ao choro da criança. Educar com amor é também frustrar quando necessário", afirma o psicólogo.

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