sexta-feira, 27 de maio de 2016

POESIA PARA UMA NOITE DE SEXTA-FEIRA

FAGULHAS
Antônio Neves


Quando é fantasia
Eu penso nas fagulhas
Que caem como estrelas
Nas noites de São João.
Penso nas folhas
Banhadas de inverno
Riscadas no caderno,
Caídas pelo chão.

Quando é solidão
Não penso em nada,
Mas acho que nada
É uma multidão
Caminhando a ermo
Por finitas estradas
Ruas enfeitadas
De sim e de não.

Quando é utopia
Eu vejo chegar,
Sonhos de mar
Sertão dilacerado.
Faca cortante
Duelo perdido
Corpo despido
Luzes do passado.

O que diz esse olhar
Entre tantas paragens
Num céu de miragens
Parecendo magia.
De nada eu lembro
Só do seu sorriso
Parecendo guizo
De tanta alegria!

Uma vaga lembrança
Escondida no tempo
Me trás do relento
Aquele reviver.
Pois quando é tristeza
Cheia de saudade
Eu só sinto vontade
De não te esquecer.

3 comentários:

  1. SAUDADE, QUERO APAGAR ESTA PÁGINA, DA MINHA VIDA... QUANTO MAIS A GENTE TENTA, MAS LEMBRAMOS DE QUEM AMAMOS.

    Menina arrependida.

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  2. São das fagulhas que surgem as grandes tempestades, mesmo que seja de paixão e amor recolhido, não é... meu poeta?!!

    Irlane

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  3. "(...)e agora, que faço eu da vida sem você, você não me ensinou a te esquecer..."

    ***********

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