sábado, 23 de julho de 2016

EM CAICÓ JÁ TEM PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO ACOMETIDO PELA SÍNDROME DA MOSCA AZUL

É muito comum nesses tempos de ascensão e visibilidade que alguns pré-candidatos sejam picados pela Mosca Azul, a principal aliada da discórdia e do isolamento
Numa campanha eleitoral tem de tudo. Além de muitos pré-candidatos correndo atrás do voto e do eleitor, tem também aqueles que se imaginam eleitos antes da hora; outros já se veem super preparados; outros se imaginam, pelas frágeis leituras obtidas nas ruas, donos incondicionais da simpatia popular. Também tem aqueles ou aquelas que, por despreparo ou excesso de confiança, se acham o melhor de todos, e com isso, começam a tropeçar no estilo e ameaçam suas possibilidades de vitória ao se indispor gratuitamente na relação com seus pares promovendo o desordenamento do conjunto das forças que lhe dá sustentação. 
Na campanha de Caicó, a Mosca Azul já chegou com toda sua potencialidade destrutiva e pousou no ego de certo pré-candidato. Os sintomas de quando alguém está acometido pela febre da Mosca Azul são: falta de humildade, arrogância, achismos exagerados, empáfia, promessas fáceis, desconsideração sobre seus pares e colaboradores e ainda, uma dosagem de despreparo e imaturidade para compreender os meandros do momento político e suas possibilidades. Quando pensa que é a mudança, o ego inflamado pela mosca azul já tem lhe roubado a vitória. 
Nas relações que norteiam uma campanha eleitoral e suas complexidades, o que pode levar uma candidatura a naufragar antes mesmo do início do processo eleitoral não é somente a fragilidade estrutural de uma campanha, o tamanho do leque de apoios, as contradições dos discursos e a aptidão ou não do eleitorado em querer votar em tal candidatura, mas principalmente, a capacidade de liderança, aglutinação e compreensões do papel político que o candidato possa ter como ator principal no cenário em evidência para comandar os rumos da vitória. Sem definir nem exercer seu papel de liderança, um pré-candidato pode simplesmente cair no discurso fácil sem nenhum lastro de sustentação que lhe der garantias de sobrevivência diante as turbulências que podem surgir numa campanha eleitoral ou até mesmo no que pode vir depois dela. Em caso de vitória, a hora de governar exige muito mais que uma boa conversa ou uma empolgação circunstancial extraída das declarações apaixonadas do eleitorado mais empolgado. O que era pra ser mudança tornar-se-á o mais do mesmo.
Para qualquer candidatura que erroneamente venha a adotar este perfil, e que infantilmente não compreenda as evidencias lógicas que a ciência natural da política impõe para estes momentos, preferindo transitar entre a arrogância e o personalismo exagerado, não há outro caminho a percorrer, senão, o da derrota.  Para os que acreditam ou acreditaram nas facilidades prometidas é possível que, ao final das contas, se perceba que o que restou foi uma tremenda batata quente nas mãos e ninguém vai querer descascá-la.
Uma regra natural da política e de suas relações do poder para quem pleiteia uma sintonia mais íntima com os eleitores é: “A força que ergue, é mesma que destrói”.

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