segunda-feira, 18 de agosto de 2014

OSTEOPOROSE, A DOENÇA DOS OSSOS

Fraturar uma parte do corpo pode ser um indício do problema que já atinge 3 milhões de brasileiros
Até 2050, o número de fraturas no quadril deve aumentar 32% no País em decorrência da osteoporose, doença que atinge os ossos, deixando-os fracos. A estimativa é de um estudo divulgado pela Fundação Internacional de Osteoporose. O aumento no número de fraturas revela o levantamento, deve-se ao envelhecimento da população brasileira. Acredita-se que atualmente a osteoporose já afete 3 milhões de pessoas no País.
De acordo com a reumatologista Rosa Maria Pereira, membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a doença não atinge somente um dos ossos do corpo, mas quase todo o sistema esquelético, principalmente da coluna e quadril. "A osteoporose tem um fator genético (casos na família, por exemplo) e pode se agravar dependendo dos hábitos de vida da pessoa, principalmente durante a infância e adolescência", diz ela. "Fumar, ingerir bebida alcoólica em excesso, baixo consumo de cálcio na alimentação, sedentarismo e pouca exposição ao sol contribuem para que a osteoporose se desenvolva."
Ainda segundo a médica, que também é professora na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), há outros fatores que podem colaborar para o surgimento da doença. "Mulheres a partir da menopausa são mais suscetíveis, pois nessa fase elas perdem uma boa quantidade do hormônio estrógeno, o que acelera o processo de perda óssea no corpo", esclarece.
Cientistas da agência espacial americana Nasa financiaram um estudo para identificar a osteoporose em sua fase inicial por meio de testes de urina ou sangue. A técnica seria mais sensível que a de raios X para detectar a perda óssea, mas ainda depende de mais testes. "A Nasa conduz esses estudos porque os astronautas, em micro gravidades, vivem esse problema e sofrem de perda óssea", comentou a nutricionista Scott Smith, uma das participantes do estudo da Nasa. "Esse é um dos principais problemas em espaçonaves tripuladas."
Por enquanto, o exame mais eficaz para a identificação da doença é a densitometria óssea (raios X com baixa radiação na coluna e quadril), segundo explica a reumatologista Rosa Maria. Se o resultado do exame tiver valor menor que 2,5 (num indivíduo com idade entre 20 e 30 anos) considera-se que ele  tem osteoporose. "Muitas pessoas acabam não tratando a doença em si. Ficam apenas ‘curando’ as fraturas, lesões e não dão atenção ao problema de base", comenta a médica. "Por isso, é fundamental que, se houver a suspeita de osteoporose, a pessoa procure um médico para tratar os sintomas da doença (as fraturas) e curar a raiz do problema.
Fonte: Folha Universal

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