sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

SIMPLESMENTE POESIA!

ÍNCOLA ETERNO
Antônio Neves


Para que a vida nos seja leve
Cantemos!
Se eu soltar o meu grito
Seu beijo vem e me cala.
Sua insensatez me seduzirá
E outra boca vem e fala.

Eu... No berço dessa imensidão;
O colo da natureza me acalanta
Ouço uma ave grande que canta,
Descompassos de sentida paixão.

Depois das trovas declamadas
Em versos tão sentidos,
Beijo suas mãos pequenas e geladas
E do seu gozo, ouço apenas os gemidos.

Daí então meu sangue
Num cálice frio se esboroa
Para nas águas turvas da lagoa
Entoar canções desafinadas.

Sangra a dor nos meus versos
É porque talvez meu coração tema,
Que o amor, este rei nu e perverso,
Crie asas e voe deste poema.

Vozes saem de mim sem ressonância.
Quem me dera meu Deus,
Que sendo tu, tão sereno e terno,

Conceda-me um fio de esperança
E na paz do útero materno
Eu renasça de novo criança.

Que no meu coração
O íncola eterno,
Ungido nas flores matinais
Possa aliviar por um instante
O desejo ardente e sufocante
Daquela boca que não beijo mais.

6 comentários:

  1. Parabéns por sua sensibilidade poetica

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  2. A metáfora poética sugere cada vez mais desvendar o poeta. Por que você não publica suas poesias com mais frequência? adoro-as!Remetem-me a reflexões profundas.

    Parabens!

    Selma Sales ( CEUminha)

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  3. Excelente meu amigo! Parabéns!!
    "¡Que Dios le mantenga siempre inspirado!"

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  4. Realmente, só temos paz de verdade no últero materno. Sua poesia tem muita espiritualidade Antônio Neves. Seu estilo poético é de muita sensibilidade.
    Parabéns!

    Augusta Santos/artista plástica - Campina Grande-PB

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  5. Antônio, publica aquele poema de amor que você me mostrou outro dia. acredito que todos vão gostar, é lindo.
    O últero materno é mesmo um lugar de paz enquanto estamos lá, pena que algumas mães assassinam seus filhos praticando aborto. imaginem vocês como não fica o bebe na hora em que está sendo assassinado, nessa hora não tem paz, só triteza.

    Belzinha

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