quinta-feira, 26 de novembro de 2015

APEGO – LIBERTE-SE


Ficar preso a situações, objetos pode atrapalhar a vida e impedir novas oportunidades. Entenda a importância de se livrar do peso dessa bagagem indesejada para ser feliz. De volta para o futuro.

Muitas vezes ficamos presos a situações ou objetos que um dia fizeram parte da nossa história. Descartar um pedaço da vida – mesmo que não faça mais sentido – não é fácil. Dificilmente alguém gosta de deixar para trás algo que um dia já foi importante. Praticar o desapego, seja com o que for, exige reflexão e muita dedicação. Mas especialistas confirmam: se livrar do peso desses sentimentos, abre espaço para novos caminhos e experiências, além de permitir que possamos viver um futuro ainda melhor e mais completo. O importante é colocar em prática o desapego.
A psicoterapeuta Cristiane Cappa, especialista em psicologia transpessoal, afirma que o apego em excesso mantém as pessoas como prisioneiras. "Prisioneira daquela pessoa, sentimento, atitude ou história que um dia, sim, foi muito importante para o nosso crescimento, mas que hoje nos coloca distante dele", afirma. Segundo ela, praticar o desapego é deixar ir o que já não faz parte da vida, ou não serve mais. "É abrir mão de tudo o que não nos acrescenta, tudo aquilo que nos ocupa, nos possui, nos consome."
Além de permitir a possibilidade de renovação e transformação de vida, o desapego faz bem à saúde. "Muitas pessoas querem se curar da depressão, da gastrite, enxaqueca, mas não abrem mão do orgulho ferido, da mágoa e do ressentimento, que comprimem o peito e que se manifestam com dores por todo o corpo. Nem abrem mão da raiva que arde e queima por todo o estômago, nem do perfeccionismo e de feridas do passado que as consomem em dor. Muitos querem se curar, mas poucos escolhem desapegar-se", afirma a psicoterapeuta Cristiane.
Em geral, pode-se dizer que as pessoas desapegadas são tranquilas, estão sempre em paz. Conhecem a sua verdadeira natureza e sabem que o fato e a possibilidade de perderem alguma posse, ou se distanciarem de alguém, não vai mudar sua verdadeira natureza. "As pessoas apegadas podem apresentar sintomas como fobia, ansiedade, depressão, ou seja, ou têm medo de perder ou perderam e não souberam lidar bem com a perda", diz o psicólogo Felipe de Souza, doutorando em psicologia da religião da Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais.
Segundo o especialista, o apego excessivo pode trazer doenças físicas e emocionais. "Se pensarmos, por exemplo, no ciúme como uma forma de apego, veremos que a insegurança, a ansiedade e o medo correlacionados podem ser patológicos, causando em longo prazo doenças mentais", diz. Por isso, pode-se concluir que o desapego, ao criar uma melhor qualidade de vida, também auxilia na preservação da saúde.
Para praticar o desapego, os especialistas sugerem primeiro, começar a jogar fora objetos que não têm mais utilidade ou função, já que o acúmulo excessivo de pertences está ligado ao sentimento de apego aos objetos. "Ao doarmos ou jogarmos fora uma parte do que temos e não vamos mais utilizar, estamos praticando o desapego", afirma Souza.
Fonte: Folha Universal

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