quinta-feira, 26 de novembro de 2015

EDUCAÇÃO. CONSTRUTIVISMO NA BERLINDA

 Cientistas internacionais colocam em xeque
 as práticas de alfabetização do Brasil.

A teoria construtivista, que predomina na educação brasileira, não é comprovada pelos estudos científicos feitos em diversos países ao longo dos últimos vinte anos. As pesquisas, ao contrário, mostram que para uma alfabetização rápida e eficaz é essencial o desenvolvimento da capacidade de relacionar as letras aos sons correspondentes, o que ocorre mais facilmente quando as crianças recebem orientações claras sobre isso.
 O tema é mais que oportuno num país onde metade das crianças chega ao 5º ano sem saber ler e escrever frases simples, segundo resultados da Prova Brasil. A situação é pior no Rio Grande do Norte, onde o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do 5º ano é bem abaixo dos 4,4 da média nacional.
Não há razão para a escola pública não ensinar a ler aos 6 anos, como a privada. Não fazê-lo prejudica todo o desempenho escolar posterior, num mecanismo perverso de reprodução da pobreza".
Nos últimos anos, governos de vários países (EUA, França, Inglaterra, Brasil e Portugal) criaram grupos de cientistas para estudar as melhores estratégias de alfabetização. Professor da Universidade Livre da Bélgica e palestrante do seminário, José Morais integrou três desses grupos, inclusive do brasileiro. Ele é categórico em afirmar que toda a pesquisa e experiência prática internacional mostram que compreender a relação entre fonema (som) e grafema (letra) é o primeiro passo para a alfabetização e indicam que essa aprendizagem depende de orientações e exercícios explícitos.
Por isso, os especialistas sugerem que se promova, desde a pré-escola, a leitura em voz alta para as crianças e a exposição visual dos textos, além de exercícios lúdicos com rimas e divisão de palavras, para desenvolver a consciência dos sons da língua. Na fase de alfabetização, a recomendação é intercalar exercício de leitura e decodificação de textos simples com leitura em voz alta e contato visual com textos mais complexos.

Por: Francisco Francerle.

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