sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

REFLEXÕES SOBRE UM DESPERTAR PARA CAICÓ.


Despertar a sociedade Caicoense para um novo rumo

A luta do movimento social em Caicó não deve ter a ilusão de que uma simples eleição para prefeito vai resolver os problemas e atender às reivindicações da maioria da população. Se quisermos mudanças profundas teremos que lutar e resistir de forma articulada envolvendo todos os segmentos sociais tanto da cidade quanto do campo, assumindo para nos a tarefa das transformações. Despertar esse sentimento, portanto, deve ser o caminho dos/as lutadores/as sociais de Caicó. Essa é a grande tarefa.

Apesar desta compreensão entendo também que o movimento social de Caicó deve ter a consciência política da disputa eleitoral que teremos em 2016. Trata-se de termos unidade para derrotarmos as duas forças eleitoreiras conhecidíssimas nossa, que há 40 anos polarizam as eleições e mantém seus interesses particulares e familiares intocáveis e, mais uma vitória de uma ou outra força desta, representará a manutenção do atraso e a continuidade do retrocesso político para o povo de Caicó. 

O movimento social deve ter consciência no sentido de apoiar de forma independentemente, sem qualquer negociação prévia e mantendo plena autonomia, um projeto político popular, fora das forças tradicionais, e que signifique a conquista e garantia de direitos sociais e avanços concretos na democratização, transparência e ética na coisa pública.

Sabemos que as forças conservadoras de Caicó sempre se juntam e separam- se de acordo com as conveniências. Acusam-se e se alto elogiam, a depender do momento político e dos interesses em jogo, desde que não percam as mamatas do poder. Não podemos acreditar em políticos papais-noéis, candidatos ferrados e aprisionados pelas velhas raposas que não passam de marionetes provisórias e escadas para a manutenção ou retomadas dos velhos e malandros esquemas de usufrutos da máquina pública.

Nossa tarefa nesta conjuntura política é continuar se mobilizando, lutando e resistindo ao projeto das forças conservadores e retrógadas de Caicó. Mudanças nesta cidade serão frutos de processos de muitas mobilizações nos quais só o povo organizado pode assumir a tarefa de fazê-lo. Não virá de cima para baixo. E se vier como sempre aconteceu na nossa história caicoense, não servirá à maioria do povo trabalhador de nossa terra.

Entendo que os movimentos sociais em Caicó têm que trabalhar na dimensão de politizar nossa atuação. Não se pode separar a luta reivindicatória da luta política. Precisamos lutar por um projeto político pra Caicó que sirva à maioria do povo pobre e trabalhador desta cidade. O movimento social precisa entender e ter a clareza da necessidade de fazer alianças com diversos movimentos libertários da cidade e do campo, para enfrentar a lógica da exclusão social. A superação dessa lógica pressupõe a derrota do sistema representado pelas velhas forças políticas de Caicó. Portanto, as alianças devem ser costuradas com o povo trabalhador, entidades organizadas da sociedade civil, igrejas, personalidades e partidos historicamente compromissados com as causas do povo humilhado, machucado, negado e oprimido e não com as elites Caicoense, revestida falsamente de povo.

Chegou a hora de derrotar estas ”Operações Navalhas” contra o povo de Caicó, evitando-se estas falsas "brigas no escuro", que "entre mortos e feridos, salvam-se todos", menos o povo. Porém, para trocar um projeto eleitoreiro, por um projeto de vida para Caicó, só será possível com participação popular e unidade na luta. Já é hora daqueles que não participam desse baile sujo das elites promoverem as mudanças. Vamos à luta! A edificação deste projeto sonho não será obra de um iluminado, salvador da pátria, mas das mentes e corações dos homens e mulheres libertários/as de Caicó, do campo e da cidade.

Por uma Caicó livre, soberana e a serviço da justiça, igualdade e sustentabilidade ambiental.


texto de Eng.º. Agroº. José Procópio de Lucena

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